O País vai mal... é verdade! É preciso continuar a pedir sacrifícios aos portugueses. Mas como é que chegámos tão fundo? Não há dinheiro, dizem...
Já agora, talvez seja bom verificar em que condições e nível de vida andam aqueles que pedem sacrifícios ao português médio e ao que vive com o salário mínimo.
É isso que este texto pretende: abrir os olhos de todos para a hipocrisia dos nossos governantes.
Isto é apenas uma gota
no OCEANO chamado Portugal!
Tudo o que vai aparecer neste texto não é ficção! Acontece em Portugal. País com regime democrático à beira mar plantado. Vamos lá...
Demorou até um pouco para ver se não dava nas vistas. Mas a Festa continua...
Segundo a revista Focus (pág.25), a EDP conta com um novo assessor jurídico. Foi nomeado pelo ex-Ministro António Mexia (actual presidente executivo da EDP) e vai ganhar cerca de EUR 10.000/mês
Quem é ele? Perguntam vocês...
Pensem um pouco... Mais um bocadinho...
Não era fácil:
- Pedro Santana Lopes (MAIS UM JOB)
A opinião pública é fabricada por quem? Pela COMUNICAÇÃO SOCIAL.
E porque é preciso ter os jornalistas na mão.... O subsistema de saúde "dos fazedores de opinião" é INTOCÁVEL!!!
A Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas é dirigida por uma comissão administrativa cuja presidente é a mãe do ministro António Costa (PS) e do Director-Adjunto da Informação da SIC, Ricardo Costa.
Maria Antónia Palla Assis Santos - como não tem o "Costa", passa despercebida...
O Ministro José António Vieira da Silva (PS) declarou, em Maio último, que esta Caixa manteria o mesmo estatuto!
Isso inclui regalias e compensações muito superiores às vigentes na função pública (ADSE), SNS e os outros subsistemas de saúde.
Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia (PSD) e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das Obras Públicas e Transportes.
O filho de Miguel Horta e Costa (CDS-PPD), recém-licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo, 6600 euros mensais.
Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.
Manuel Queiró (CDS - “o braço direito do Algarve”, casado com a Celeste da Caixa Geral de Depósitos Cardona), do PP, era administrador da área de imobiliário (?) 8.000euros/mês.
A contratação de um administrador espanhol passou por serem-lhe (ao Manuel) oferecidos 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída), pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.
Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP. Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.
Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo (?) era remunerado de forma simbólica: 3.000 euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...
Outros exemplos avulsos, ainda na GALP:
- Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10.000 euros por mês;
- A especialista em Finanças que foi para Marketing por 9800 euros/mês...
- Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500.
- Com os novos aumentos, Murteira Nabo passa de 15.000 para 20.000 euros mensais.
Assim, este dream team à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político...
PESO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO ACTIVA (Dados de 2004)
(Fonte EUROSTAT, publicado no Correio da Manhã)
Suécia---------------- 33,3%
Dinamarca----------- 30,4%
Bélgica---------------- 28,8%
Reino Unido--------- 27,4%
Finlândia------------- 26,4%
Holanda-------------- 25,9%
França---------------- 24,6%
Alemanha------------ 24%
Hungria--------------- 22%
Eslováquia------------ 21,4%
Áustria---------------- 20,9%
Grécia---------------- 20,6%
Irlanda---------------- 20,6%
Polónia---------------- 19,8%
Itália------------------- 19,2%
República Checa--- 19,2%
PORTUGAL--------- 17,9%
Espanha-------------- 17,2%
Luxemburgo---------- 16%
Não há pois funcionários públicos a mais. Há sectores em falta e outros em excesso.
A reforma administrativa deverá começar por mudar o seguinte:
- Cada ministro deste e de outros governos tem, para seu serviço pessoal e sob as suas ordens directas, uma média de 136 pessoas (entre secretários e subsecretários de estado, chefes de gabinete, funcionários do gabinete, assessores, secretárias e motoristas) e 56 viaturas, apenas CINCO vezes mais que no resto da Europa.
E a verdade que saiu do programa «Prós e Contras» da RTP de 22 de Maio foi que temos uma comunicação social corrupta e ao serviço de quem tem muito dinheiro.
Nestes dias, a ideia que mais uma vez a comunicação social vendeu à opinião pública, foi a da necessidade de 200 mil despedimentos na função pública.
Resulta que somos o 3º país da U.E. com menor percentagem de funcionários públicos na população activa.
Assim se informa e se faz política em Portugal.
Em Setembro de 2002 foi publicada na II Série do Diário da República a aposentação do Exmº. Senhor Juiz Desembargador Dr. José Manuel Branquinho de Oliveira Lobo, a quem foi atribuído o número de pensionista 438.881.
De facto, no dia 1 de Abril de 2002 o Dr. Branquinho Lobo havia sido sujeito a uma “Junta Médica” que, por força de uma doença do foro psiquiátrico, considerou a sua incapacidade para estar ao serviço do Estado, o que foi determinante para a sua passagem à aposentação.
O Dr. Branquinho Lobo passou a auferir uma pensão de aposentação no montante
de € 5.320,00.
Contudo, por resolução proferida no dia 30 de Julho de 2004, o Conselho de Ministros do Governo do Dr. Pedro Santana Lopes nomeou o Dr. Branquinho Lobo como Director Nacional da Polícia de Segurança Pública.
Desde então, o Dr. Branquinho Lobo acumula a sua pensão de aposentação por incapacidade com o vencimento de Director Nacional da P.S.P!!!!!
ANíBAL CAVACO SILVA
Actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado, distribuídas da seguinte forma:
- € 4.152,00 - Banco de Portugal.
- € 2.328,00 - Universidade Nova de Lisboa.
- € 2.876,00 - Por sido primeiro-ministro.
Podendo acumulá-las com o vencimento de P.R. !
Porque será que, o Expresso, o Público, o Independente, o Correio da Manhã e o Diário de Notícias, não abordaram este caso, mas trataram os outros conhecidos, elevando-os quase à categoria de escândalos, será que vão fazer o mesmo que fizeram com os outros???
Não será por coisas destas a falência da Segurança Social?
Li, há semanas, numa pequena notícia do Expresso, que prescreveu uma dívida de 700.000 Euros, de IRS de António Carrapatoso, figura de proa da Telecel/Vodafone e destacado dirigente do PSD. Porque razão prescreveu esta dívida? Porque razão não se procedeu à cobrança coerciva, dado que o contribuinte em causa não tem, nem nunca teve, paradeiro desconhecido?
Aliás, António Carrapatoso nunca deixou de aparecer, com alguma frequência, nos écrans da televisão para entrevistas e comentários, onde sempre defendeu as virtudes do "sistema" em que vivemos e que nos é imposto (pudera!!!!!!). Esta dívida não pode prescrever porque se trata de dinheiro devido ao Estado, ou seja a TODOS NÓS.
Os CTT pagaram 19 mil euros a Luís Felipe Scolari por uma palestra de 45 minutos, que teve como tema algo do tipo «Como fortalecer o espírito de grupo» no dia 14 de Janeiro de 2005, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, durante um Encontro dos Correios de Portugal.
A decoração custou mais de 430 mil euros e havia dois carros de luxo. A despesa efectivamente facturada entre 8 de Julho de 2002 e 31 de Maio de 2005, com a decoração do gabinete do presidente do Conselho da Administração dos CTT, Carlos Horta e Costa, bem como a sua sala de visitas e ainda das salas de visitas e refeições custou 430.691 euros. Carlos Horta e Costa teve à sua disposição, entre 2002 e 2005, um Jaguar S Type (a renda para o adquirir custou cerca de 50.758 euros) e um Mercedes Benz S320CDI (comprado em Abril de 2004 por 84 mil euros). Assim, o Relatório da Inspecção-Geral das Obras Públicas conclui haver «indícios de má gestão» e «falta de contenção de uma empresa que gere dinheiros públicos», pelo anterior Conselho de Administração que liderou os CTT entre 8 de Julho de 2002 e 31 de Maio de 2005.
Sabe-se dia 27 no Público que a advogada Vera Sampaio foi contratada como assessora pelo membro do Governo Senhor Doutor Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira, Ministro da Presidência.
Como a tarefa não é muito cansativa foi autorizada a continuar a dar aulas numa qualquer universidade privada onde ganha uns tostões para compor o salário e poder aspirar a ter uma vidinha um pouco mais desafogada.
O facto de ser filha do Senhor ex-presidente não teve nada a ver com este reconhecimento das suas capacidades, juro pela saúde do Engenheiro Sócrates.
Há famílias a quem a mão do Senhor toca com a sua graça. Ámen.
Neste caso soube-se há tempos que o filhote depois de se ter formado foi logo para consultor da Portugal Telecom, onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós.
Agora, como já ontem se disse, calhou a sorte à maninha e lá vai ela toda lampeira em part-time para o desgoverno, onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós.
Com apenas 50 anos de idade e gozando de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número 2 do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Sampaio e de Soares, está já reformado com uma pensão de 3.035 euros, um valor bastante acima do seu vencimento como vereador. Foi aposentado como técnico superior de 1ª classe – apesar de as suas habilitações literárias serem equivalentes ao 9º ano.
Entrou para o Ministério da Administração Interna em 1972 e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro: triplicar o salário.
Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest (uma sociedade de capitais públicos), com um ordenado líquido de 4000 euros mensais. Foi convidado pelo presidente da Câmara da Amadora, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa.
A acumulação de vencimentos foi autorizada mas o salário de administrador é reduzido em 50% – para 2000 euros – a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.
A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate (!?) em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????) e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.
Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.
Nem tudo vai mal nesta nossa República (Pelo menos para alguns!) Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro, metade dos 230 deputados não foram eleitos. Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos. Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um subsídio que dizem de reintegração (coitados, tem de voltar para esta selva que é a luta pelo pão de cada dia nos seus antigos lugares de administração ou de profissionais liberais tão mal pagos, como sabemos):
Um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo.
Desta maneira um deputado que o tenha sido durante um ano recebe dois salários (6.898 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários (68.980 euros). Feitas as contas e os deputados que saíram, o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros!
No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma (mesmo que não tenham 60 anos!). Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos.
(Segue Lista)
Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
Almeida Santos........................ 4.400, euros;
Medeiros Ferreira..................... 2.800, euros;
Manuela Aguiar......................... 2.800, euros;
Pedro Roseta............................ 2.800, euros;
Helena Roseta........................... 2.800, euros;
Narana Coissoró . .................... 2.800, euros;
Álvaro Barreto........................... 3.500, euros;
Vieira de Castro..........................2.800, euros;
Leonor Beleza . ........................ 2.200, euros;
Isabel Castro............................. 2.200, euros;
José Leitão................................ 2.400, euros;
Artur Penedos............................1.800, euros;
Bagão Félix............................... 1.800, euros.
(Vêem? Tadinhos destes "desconhecidos",
que se não fosse esta esmola estavam a comer na Mitra)
Quanto aos ilustres reintegrados , encontramos os seguintes:
Luís Filipe Pereira 26.890, euros / 9 anos de serviço;
Sónia Fortuzinhos 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço;
Maria Santos 62.000, euros /9 anos de serviço;
Paulo Pedroso 48.000, euros / 7 anos e meio de serviço
(e ainda vamos ver se não vai receber indemnizações pelo processo Casa Pia);
David Justino 38.000, euros / 5 anos e meio de serviço;
Ana Benavente 62.000 , euros / 9 anos de serviço;
M.ª Carmo Romão 62.000, euros / 9 anos de serviço;
Luís Nobre Guedes 62.000 , euros / 9 anos e meio de serviço.
A maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente na última legislatura, isto é, 3 anos, o suficiente para terem recebido cerca de 20.000 euros cada !
É ESTA A CLASSE POLÍTICA QUE TEM A LATA DE PEDIR SACRIFÍCIOS AOS PORTUGUESES PARA DEBELAR A CRISE!!!!!!
Serão os políticos os únicos malandros?
Não! 9 em cada 10 aposentados com mais de 5.000 euros mensais foram juízes !!!
Lista de Aposentados no ano de 2005 (Janeiro a Novembro) com pensões de luxo:
São os seguintes os valores em Euros:
Janeiro
Ministério da Justiça
5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Março
Ministério da Justiça
7148.12 procurador-geral Adjunto Procuradoria-Geral República
5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5484.41 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Empresas Públicas e Sociedades Anónimas
6082.48 Jurista CTT Correios Portugal SA
Abril
Ministério da Justiça
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5338.40 Procuradora-Geral Adjunta
Procuradoria-Geral República - Antigos Subscritores
6193.34 Professor Auxiliar Convidado
Maio
Ministério da Justiça
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
5460.37 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5338.40 Procuradora-Geral Adjunta Procuradoria-Geral República
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Junho
Ministério da Justiça
5663.51 Juiz Conselheiro Supremo Tribunal Administrativo
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Julho
Ministério da Justiça
5182.91 Juiz Direito Conselho Superior Magistratura
5182.91 Procurador República Procuradoria-Geral República
5307.63 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Agosto
Ministério da Justiça
5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Conservadora Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5043.12 Notária Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5027.65 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5159.57 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5173.46 Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
Vítor Constâncio governador do Banco de Portugal
ganha 272.628 € por ano, ou seja quase 3.894 contos MENSAIS, 14 meses/ano.
Outros ordenados chorudos do Banco de Portugal :
O Vice-governador, António Pereira Marta - 244.174 €/ano
O Vice-governador, José Martins de Matos - 237.198 €/ano
José Silveira Godinho - 273.700 €/ano
Vítor Rodrigues Pessoa - 276.983 €/ano
Manuel Ramos Sebastião - 227.233 €/ano
O Vice-governador, António Pereira Marta até acumula com o seu salário com a sua pensão como reformado … do Banco de Portugal.
Aliás, o Vítor Rodrigues Pessoa, também tem uma reforma adicional de 39.101 €/ano
Total 316.084 €/ano
e o José Silveira Godinho também acumula com uma pensão do BP, mais 139.550 €/ano
Total 413.250 €/ano
Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças recebeu durante os dois meses em que esteve no Executivo 4600 euros mensais de ordenado e uma reforma de 8.000 euros do Banco de Portugal.
Mira Amaral saiu da Caixa Geral de Depósitos (CGD) com uma reforma de gestor 18.000 euros. Na altura acumulava uma pensão de 1,8 mil euros, como deputado e 16.000 euros como líder executivo da CGD.
O que me choca não é o valor da reforma. É o facto de Mira Amaral poder auferir desta reforma - paga pelos contribuintes - ao fim de apenas um ano e nove meses!!!!!!
Esta situação é profundamente escandalosa e tem repercussões que afectam a própria credibilidade do regime democrático.
Esta forma aparentemente ligeira como é gasto o dinheiro dos contribuintes é grave pelo acto em si e pelo seu impacto na legitimidade do Estado para impor novas formas de captar receita.
Quando os juízes dizem que vão para a greve, nós começamos a perceber porquê...
António Marinho (Jornal Expresso 17 de Setembro) refere os seguintes privilégios dos magistrados :
1) Recebem um subsídio de renda de casa no valor de 700 EUR mensais, mesmo que residam em casa própria. E, se forem casados com outro magistrado, habitando em casa própria cada um deles recebe esse subsídio (logo, 1400 EUR). A situação atinge mesmo o absurdo já que até os magistrados aposentados ou jubilados incorporam esse subsídio nas suas reformas (!?), nas mesmas condições dos que se encontram no activo. Mais ainda: O subsídio de renda de casa dos magistrados está isento de IRS, após acórdão do STA, ou seja, decisões dos magistrados. Será possível que alguém possa auferir uma remuneração permanente, que essa remuneração entre no cálculo da reforma, mas que esteja isenta de IRS?????
2) Os magistrados do Supremo Tribunal Administrativo, do Supremo Tribunal de Justiça e do Tribunal Constitucional que residam fora da área da Grande Lisboa recebem ajudas de custo precisamente quando se deslocam para o seu local de trabalho. A situação torna-se tanto mais incompreensível quanto é certo que os referidos magistrados usufruem de viagens totalmente gratuitas em todos os transportes públicos terrestres e fluviais, incluindo os comboios Alfa.
Aeroporto da Ota
(por Miguel Sousa Tavares)
Uma história de 2 aeroportos:
Áreas:
Aeroporto de Malaga: 320 hectares
Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.
Pistas:
Aeroporto de Malaga: 1 pista,
Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.
Tráfego(2004):
Aeroporto de Malaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7% a 8% ao ano.
Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano.
Soluções para o aumento de capacidade:
Malaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.
Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade.
E o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o próprio espirito. Ou então alguém tem de tirar os dividendos dos terrenos comprados nos últimos anos. Ninguém investiga isto? E preciso fazer alguma coisa.
Pelo menos divulguem estes documentos,
ou faremos parte de um grupo de "Otários" silenciosos.
Depois de apresentar este texto só posso dizer que tenho vergonha
de ser português em Portugal.
Gostava de viver numa verdadeira Democracia!
Todos com o mesmo sistema de saúde;
Todos a pagarem impostos;
Todos a terem reformas merecidas e justas;
Todos com o mesmo sistema de Justiça
e não um para os ricos (intocáveis) e outro para os pobres.
Peço a quem ler esta mensagem que a divulgue e que se tiver conhecimento de mais casos que me envie para eu compilar tudo para mostrar a todos o país onde vivemos
tiago.lab@gmail.com
terça-feira, fevereiro 13, 2007
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Na nova agenda cultural a nossa vereadora prova que agarrou com unhas e dentes a carreira política, optando pelo típico “nim” dos políticos no que respeita ao referendo para a despenalização (até às 10 semanas) do aborto. (Às vezes pergunto-me se a mulherzinha tem algum macaco escondido na sua casa que esteja treinado para escrever lhe aqueles textos imbecis?...) Nem sequer tem coragem para seguir as directrizes do seu partido (que, a contra gosto dos guterristas, optou pelo SIM) e, falando sem dizer nada (como é seu apanágio), indica-nos que detém o monopólio de um tal “bom senso” institucionalizado que é a solução para esta celeuma em relação ao aborto. Dá vontade de lhe colocar junto à janela do seu quarto e a altas horas da noite (como acontece com o alarme da CMA…) um altifalante repetindo a música «Senhas» da Adriana Calcanhoto…
Realmente, até agora a tipa só mostrou alguma competência em roubar diapositivos…
Já agora, deixem-me dizer-vos que não é forçando mulheres a levar avante gravidezes indesejadas que vamos equilibrar a taxa de natalidade com a de mortalidade, invertendo a tendência para o envelhecimento da população europeia. (Para tal, devemos apostar na saúde, na educação e na recuperação ambiental, para além de deixarmos entrar mais emigrantes jovens, apostando no emprego digno para todos; reduzir as assimetrias sociais e combater a sinistralidade nas estradas,...)
Até compreendo que os papa-hóstias se indignem ante a perspectiva de que os seus impostos sirvam para custear abortos legais. Mas, desde quando é que o Estado nos dá a opção de decidirmos (para além da quase inutilidade do voto pontual) sobre a aplicação do dinheiro que nos exturque?! Creio que cerca de 99% dos meus impostos serve para financiar coisas que se situam nos antípodas dos meus ideais. Ademais, já todos custeamos com os nossos impostos as intervenções de emergência de abortos clandestinos que correram mal. (E ainda há médicos filhos-da-puta que denunciam à polícia essas desgraçadas!! Bem sei o que eles mereciam…)
Votar “Não” é patrocinar a continuação do lucrativo negócio dos abortos clandestinos, onde as mulheres estão totalmente desamparadas perante uma sociedade hipocritamente repressiva. Até vos dou um exemplo. A Clínica de Oiã (perto de Aveiro) é a que mais abortos “de luxo” faz em Portugal. É gerida por um casal. Ela é uma bimba asquerosa que até no Verão anda de casacos de pele e coberta de ouro e de pedras preciosas. É assim que vai trabalhar para a sua clínica (sempre em carros de luxo topo de gama) e despacha as mulheres (a maioria das quais ainda garotas) que recorrem aos seus serviços, cuspindo nos dedos gordos enquanto conta as notas (claro que não aceitam cheques, transferência bancária; as clientes nem sequer têm direito a uma ficha clínica, por forma a parecer que nunca ali estiveram). O marido dela é o cirurgião que faz o trabalho sujo. É um idoso já devia estar aposentado há pelo menos 20 anos e está farto de dar cabo de mulheres com intervenções mal feitas. As frequentes vítimas desses “acidentes” têm depois de escolher entre morrer de infecções e/ou de hemorragias, ou então ir a um hospital e arriscar serem denunciadas à policia…
Pois bem, a manda-chuva da clínica de Oiã anda a fazer campanha pelo “Não”… Pois claro, não vá a concorrência estragar-lhe o negócio. (refiro-me às novas clínicas da especialidade, não às “parteiras” de vão de escada.)
O “Não” vai impedir que haja uma oportunidade de dar o devido apoio às mulheres aflitas com gravidezes indesejadas, a fim de que possam melhor decidir (sob orientação de profissionais de saúde, incluindo psicólogos e assistentes sociais) sobre o que fazer com o seu corpo.
Realmente, até agora a tipa só mostrou alguma competência em roubar diapositivos…
Já agora, deixem-me dizer-vos que não é forçando mulheres a levar avante gravidezes indesejadas que vamos equilibrar a taxa de natalidade com a de mortalidade, invertendo a tendência para o envelhecimento da população europeia. (Para tal, devemos apostar na saúde, na educação e na recuperação ambiental, para além de deixarmos entrar mais emigrantes jovens, apostando no emprego digno para todos; reduzir as assimetrias sociais e combater a sinistralidade nas estradas,...)
Até compreendo que os papa-hóstias se indignem ante a perspectiva de que os seus impostos sirvam para custear abortos legais. Mas, desde quando é que o Estado nos dá a opção de decidirmos (para além da quase inutilidade do voto pontual) sobre a aplicação do dinheiro que nos exturque?! Creio que cerca de 99% dos meus impostos serve para financiar coisas que se situam nos antípodas dos meus ideais. Ademais, já todos custeamos com os nossos impostos as intervenções de emergência de abortos clandestinos que correram mal. (E ainda há médicos filhos-da-puta que denunciam à polícia essas desgraçadas!! Bem sei o que eles mereciam…)
Votar “Não” é patrocinar a continuação do lucrativo negócio dos abortos clandestinos, onde as mulheres estão totalmente desamparadas perante uma sociedade hipocritamente repressiva. Até vos dou um exemplo. A Clínica de Oiã (perto de Aveiro) é a que mais abortos “de luxo” faz em Portugal. É gerida por um casal. Ela é uma bimba asquerosa que até no Verão anda de casacos de pele e coberta de ouro e de pedras preciosas. É assim que vai trabalhar para a sua clínica (sempre em carros de luxo topo de gama) e despacha as mulheres (a maioria das quais ainda garotas) que recorrem aos seus serviços, cuspindo nos dedos gordos enquanto conta as notas (claro que não aceitam cheques, transferência bancária; as clientes nem sequer têm direito a uma ficha clínica, por forma a parecer que nunca ali estiveram). O marido dela é o cirurgião que faz o trabalho sujo. É um idoso já devia estar aposentado há pelo menos 20 anos e está farto de dar cabo de mulheres com intervenções mal feitas. As frequentes vítimas desses “acidentes” têm depois de escolher entre morrer de infecções e/ou de hemorragias, ou então ir a um hospital e arriscar serem denunciadas à policia…
Pois bem, a manda-chuva da clínica de Oiã anda a fazer campanha pelo “Não”… Pois claro, não vá a concorrência estragar-lhe o negócio. (refiro-me às novas clínicas da especialidade, não às “parteiras” de vão de escada.)
O “Não” vai impedir que haja uma oportunidade de dar o devido apoio às mulheres aflitas com gravidezes indesejadas, a fim de que possam melhor decidir (sob orientação de profissionais de saúde, incluindo psicólogos e assistentes sociais) sobre o que fazer com o seu corpo.
A propósito da gripe aviária...
Comunicado de Imprensa
31 de Outubro 2006
Mais informações em www.spea.pt
Proibição de importação de Aves na Europa
deve ser mantida
A 27 de Outubro celebrou ]se a proibição, pela Comissão Europeia, da
importação de aves selvagens para a União Europeia (EU). A SPEA,
representante portuguesa da BirdLife International, apela à Comissão para
que esta proibição se torne permanente dadas as suas implicações
conservacionistas, na Europa e nos países de onde as espécies são
originárias.
A UE importa 90% de todas as aves selvagens transaccionadas
internacionalmente – 1 a 2 milhões de aves por ano, e a SPEA / BirdLife
mantém que deverá haver uma proibição na importação de todas as aves
capturadas na natureza, salvo se forem apresentados benefícios para a
conservação da espécie em causa. O comércio de aves contribuiu para o
declínio de pelo menos 88 espécies de aves ameaçadas a nível internacional, e
mais de 3000 espécies são capturadas para venda como animais de estimação.
Aves como os papagaios do Senegal, araras, e mesmo o Tucano de Toco
(famoso pela publicidade à cerveja Guinness), são capturados, transportados
durante grandes distâncias em más condições e depois vendidos. Sem o
controlo adequado ou uma efectiva proibição, este comércio também põe em
perigo a saúde da vida selvagem nativa da Europa, do gado e mesmo das
pessoas!
Segundo Luís Costa, “a SPEA acredita que com a revisão da proibição prevista
para Dezembro, e com o aumento da pressão dos comerciantes de aves para a
levantar, é agora tempo para uma análise séria da questão do tráfico de aves
selvagens. A Comissão deve ter em conta a ameaça às espécies de aves, a falta
de avaliações e estudos científicos, e o facto de, apesar de investigação e
monitorização sobre o assunto, não haver histórias relacionadas com o
comércio de aves selvagens com final feliz, nem sinais de comércio sustentável.
Pedimos à Comissão que mantenha, por isso, a proibição permanentemente
por razões conservacionistas.”
O sistema actual de regulação do comércio de aves selvagens exige que sejam
apresentadas provas de que este não causa danos às populações selvagens
antes da suspensão das importações, e o número de espécies a que estas
regulações se aplica é reduzido, em comparação com o número actual
transaccionado. Com a falta de informação científica vigente, as
regulamentações estão sempre desactualizadas face à realidade do mercado, e
assim, apesar das espécies poderem estar a diminuir a um ritmo acelerado, a
sua comercialização continua a ser legal. Se a proibição for levantada sem a
necessária informação científica, as espécies de aves estão em sério perigo de
extinção.
Factos simples que contam a história:
• A excessiva exploração (para alimentação, animais de estimação, etc)
tem contribuído fortemente para a extinção de 52 das 133 (40%)
espécies de aves consideradas Extintas nos últimos 500 anos, e ainda
contribui para a quase extinção de 63 entre 179 (35%) espécies de aves
Criticamente em Perigo (em Estado Crítico, segundo o Livro Vermelho
da UICN de 2004)
• O comércio mundial de aves, ao nível nacional e internacional,
contribui também para o estatuto de ameaça de 169 das 1988 (10%)
espécies de aves Ameaçadas ou Quase Ameaçadas.
• Mais de 60 por cento de algumas espécies de aves capturadas para o
comércio como animais de estimação, morre antes de chegar ao seu
destino, significando um aumento na captura de aves, para sustentar a
procura.
• A Lista Vermelha da UICN de 2006 apresenta 36% de todos os
papagaios como Ameaçados ou Quase Ameaçados e 49 das 94 espécies
em risco (52%) são comercializadas.
“Alguns dos opositores a qualquer proibição dizem que esta vai fomentar o
comércio clandestino, mas não temos visto qualquer evidência desta situação,
mas antes constatado que o tráfico tem diminuído após a proibição temporária
por parte da UE”.
Mais uma vez, os factos suportam os nossos argumentos:
• Na Itália, o Corpo Regional Florestal do Nordeste relatou recentemente
que o comércio legal de aves não listadas na CITES estava a encobrir o
tráfico, e que tem havido uma redução significativa das importações
legais e ilegais, desde a proibição da UE.
• Na Hungria, a autoridade que regula a CITES relatou não ter realizado
mais apreensões de aves selvagens após a proibição total, concluindo
que o comércio não se tornou clandestino.
• Na Bélgica, foram apreendidas 2865 aves em 2003, 476 em 2004 e 3117
em 2005, mas não houve nenhuma desde Novembro de 2005.
• No Reino Unido o Governo afirmou que “Não há evidências que
sugiram o aumento das apreensões de aves selvagens importadas
ilegalmente para o RU”
A SPEA acredita que as aves poderiam ser importadas para a UE se os
comerciantes provassem que as suas aquisições eram parte integrante de um
programa de gestão baseado em conhecimentos científicos, e que como tal seria
benéfico para a conservação das espécies. O uso legítimo de aves importadas
poderia também incluir actividades como a educação ambiental e conservação
em jardins zoológicos, e investigação. Se a proibição for levantada sem o
controlo apropriado a funcionar, espécies como o Papagaio ]cinzento, já
dizimados no seu estado selvagem, poderão chegar ao ponto de declínio da
arara ]azul, já extinta na natureza, em especial devido ao comércio de aves.
Existe apoio popular para deslegitimar o insustentável comércio de aves
selvagens. Há poucas justificações para tal, pois aves criadas em cativeiro são
animais de estimação muito mais dóceis e milhares de aves selvagens seriam
salvas de mortes lentas e completamente evitáveis. Os lucros do tráfico ficam
nas mãos de intermediários e importadores, não impulsionando as economias
locais, não sendo assim sustentado o argumento de que as comunidades locais
sofreriam com a proibição deste comércio. Muitos países em todo o Mundo,
incluindo o Brasil, os EUA, a Índia e a Austrália, proibiram o comércio de aves
selvagens, por forma a proteger as suas próprias espécies, e já é tempo de a UE
deixar de ficar para trás e apanhar o “comboio pela conservação”.
A SPEA / BirdLife espera que quaisquer discussões sobre a proibição vejam
mais além do que o argumento actual da “gripe das aves” – que embora
válido, não é crucial para a proibição total do comércio de aves selvagens para
dentro da UE.
O risco de extinção para todas as espécies de animais e plantas é
avaliado segundo um padrão definido pela Comissão de Sobrevivência
de Espécies da UICN. Detalhes em http://www.iucn.org/themes/ssc/.
• O estatuto de conservação das espécies de aves divide ]se nas seguintes
categorias: Extinto, Extinto na natureza, Criticamente em perigo, Em
Perigo, Vulnerável, Dependente de Conservação e Quase Ameaçado.
• As aves globalmente ameaçadas estão distribuídas de forma desigual e
encontram ]se principalmente na região neo ]tropical e no sudeste
asiático. Contudo, a responsabilidade política para a conservação das
espécies ameaçadas é partilhada, havendo 219 territórios com pelo
menos uma espécie de ave ameaçada.
• Numa revisão bibliográfica, a RSPB constatou que poucas crias de aves
são retiradas do seu ninho quando as espécies são protegidas, e que o
sucesso reprodutor aumenta, pois sofrem menor perturbação humana
(Animal Conservation). Num segundo estudo, sobre a cacatua ]de ]crista ]
amarela – uma espécie existente na Indonésia – verificou ]se que a sua
população duplicou após a proibição de comercialização da espécie
(Cahill et al – Oryx: 40 (2)).
• O Papagaio ]cinzento ]africano é um dos animais de estimação mais
popular, sendo apreciado pelas suas capacidades de mimo, bem como
pela sua atractiva plumagem. Os registos da CITES mostram que
quase 360.000 papagaios desta espécie são exportados ilegalmente ou
morrem antes de chegarem às lojas de animais de estimação. Devido
ao tráfico de animais de estimação, as populações desta espécie estão a
diminuir na maior parte dos 23 países em que se encontra. Estas aves
estão à venda por mais de €750/casal.
• A captura de jovens crias não é a única razão para o declínio das
populações de aves exóticas, utilizadas como animais de estimação. A
perda de habitat, o comércio de penas e uma época de reprodução com
más condições climatéricas também são relevantes para este declínio.
No entanto, os cientistas consideram que populações vulneráveis pelo
tráfico de animais poderão sofrer mais facilmente com os outros
factores.
• O Wild Conservation Act de 1992 fez reduzir o número de papagaios
importados para os EUA, de 100.000 para poucas centenas em 1996. A
quantidade de importações de aves não aumentou em outros países,
sugerindo que esta legislação teve maior efeito na redução na captura
de crias no ninho, do que na procura de outros países, por parte dos
comerciantes de aves, para a sua venda.
• Resultados de um estudo de 2001 na América do Sul, mostram que a
proibição da importação de aves raras para os EUA em 1992, fez
diminuir significativamente a captura ilegal de papagaios selvagens
nesta região, ao invés de motivar o seu comércio clandestino.
• O Estudo de Mercado realizado pela RSPB concluiu que 92 por cento
dos inquiridos no Reino Unido e na Alemanha, desaprovavam o
comércio de aves selvagens em oposição a 1% e 2% de aprovação no
RU e na Alemanha respectivamente. O estudo foi conduzido pela
BMRB International, e realizado no Reino Unido nos dias 17 e 18 de
Junho de 2006, com uma amostra de 1003 indivíduos, com idades
iguais ou superiores a 16 anos, e na Alemanha nos dias 17 e 23 de
Junho do mesmo ano, com uma amostra de 1000 pessoas com idades
de iguais ou superiores a 14 anos.
Comunicado de Imprensa
31 de Outubro 2006
Mais informações em www.spea.pt
Proibição de importação de Aves na Europa
deve ser mantida
A 27 de Outubro celebrou ]se a proibição, pela Comissão Europeia, da
importação de aves selvagens para a União Europeia (EU). A SPEA,
representante portuguesa da BirdLife International, apela à Comissão para
que esta proibição se torne permanente dadas as suas implicações
conservacionistas, na Europa e nos países de onde as espécies são
originárias.
A UE importa 90% de todas as aves selvagens transaccionadas
internacionalmente – 1 a 2 milhões de aves por ano, e a SPEA / BirdLife
mantém que deverá haver uma proibição na importação de todas as aves
capturadas na natureza, salvo se forem apresentados benefícios para a
conservação da espécie em causa. O comércio de aves contribuiu para o
declínio de pelo menos 88 espécies de aves ameaçadas a nível internacional, e
mais de 3000 espécies são capturadas para venda como animais de estimação.
Aves como os papagaios do Senegal, araras, e mesmo o Tucano de Toco
(famoso pela publicidade à cerveja Guinness), são capturados, transportados
durante grandes distâncias em más condições e depois vendidos. Sem o
controlo adequado ou uma efectiva proibição, este comércio também põe em
perigo a saúde da vida selvagem nativa da Europa, do gado e mesmo das
pessoas!
Segundo Luís Costa, “a SPEA acredita que com a revisão da proibição prevista
para Dezembro, e com o aumento da pressão dos comerciantes de aves para a
levantar, é agora tempo para uma análise séria da questão do tráfico de aves
selvagens. A Comissão deve ter em conta a ameaça às espécies de aves, a falta
de avaliações e estudos científicos, e o facto de, apesar de investigação e
monitorização sobre o assunto, não haver histórias relacionadas com o
comércio de aves selvagens com final feliz, nem sinais de comércio sustentável.
Pedimos à Comissão que mantenha, por isso, a proibição permanentemente
por razões conservacionistas.”
O sistema actual de regulação do comércio de aves selvagens exige que sejam
apresentadas provas de que este não causa danos às populações selvagens
antes da suspensão das importações, e o número de espécies a que estas
regulações se aplica é reduzido, em comparação com o número actual
transaccionado. Com a falta de informação científica vigente, as
regulamentações estão sempre desactualizadas face à realidade do mercado, e
assim, apesar das espécies poderem estar a diminuir a um ritmo acelerado, a
sua comercialização continua a ser legal. Se a proibição for levantada sem a
necessária informação científica, as espécies de aves estão em sério perigo de
extinção.
Factos simples que contam a história:
• A excessiva exploração (para alimentação, animais de estimação, etc)
tem contribuído fortemente para a extinção de 52 das 133 (40%)
espécies de aves consideradas Extintas nos últimos 500 anos, e ainda
contribui para a quase extinção de 63 entre 179 (35%) espécies de aves
Criticamente em Perigo (em Estado Crítico, segundo o Livro Vermelho
da UICN de 2004)
• O comércio mundial de aves, ao nível nacional e internacional,
contribui também para o estatuto de ameaça de 169 das 1988 (10%)
espécies de aves Ameaçadas ou Quase Ameaçadas.
• Mais de 60 por cento de algumas espécies de aves capturadas para o
comércio como animais de estimação, morre antes de chegar ao seu
destino, significando um aumento na captura de aves, para sustentar a
procura.
• A Lista Vermelha da UICN de 2006 apresenta 36% de todos os
papagaios como Ameaçados ou Quase Ameaçados e 49 das 94 espécies
em risco (52%) são comercializadas.
“Alguns dos opositores a qualquer proibição dizem que esta vai fomentar o
comércio clandestino, mas não temos visto qualquer evidência desta situação,
mas antes constatado que o tráfico tem diminuído após a proibição temporária
por parte da UE”.
Mais uma vez, os factos suportam os nossos argumentos:
• Na Itália, o Corpo Regional Florestal do Nordeste relatou recentemente
que o comércio legal de aves não listadas na CITES estava a encobrir o
tráfico, e que tem havido uma redução significativa das importações
legais e ilegais, desde a proibição da UE.
• Na Hungria, a autoridade que regula a CITES relatou não ter realizado
mais apreensões de aves selvagens após a proibição total, concluindo
que o comércio não se tornou clandestino.
• Na Bélgica, foram apreendidas 2865 aves em 2003, 476 em 2004 e 3117
em 2005, mas não houve nenhuma desde Novembro de 2005.
• No Reino Unido o Governo afirmou que “Não há evidências que
sugiram o aumento das apreensões de aves selvagens importadas
ilegalmente para o RU”
A SPEA acredita que as aves poderiam ser importadas para a UE se os
comerciantes provassem que as suas aquisições eram parte integrante de um
programa de gestão baseado em conhecimentos científicos, e que como tal seria
benéfico para a conservação das espécies. O uso legítimo de aves importadas
poderia também incluir actividades como a educação ambiental e conservação
em jardins zoológicos, e investigação. Se a proibição for levantada sem o
controlo apropriado a funcionar, espécies como o Papagaio ]cinzento, já
dizimados no seu estado selvagem, poderão chegar ao ponto de declínio da
arara ]azul, já extinta na natureza, em especial devido ao comércio de aves.
Existe apoio popular para deslegitimar o insustentável comércio de aves
selvagens. Há poucas justificações para tal, pois aves criadas em cativeiro são
animais de estimação muito mais dóceis e milhares de aves selvagens seriam
salvas de mortes lentas e completamente evitáveis. Os lucros do tráfico ficam
nas mãos de intermediários e importadores, não impulsionando as economias
locais, não sendo assim sustentado o argumento de que as comunidades locais
sofreriam com a proibição deste comércio. Muitos países em todo o Mundo,
incluindo o Brasil, os EUA, a Índia e a Austrália, proibiram o comércio de aves
selvagens, por forma a proteger as suas próprias espécies, e já é tempo de a UE
deixar de ficar para trás e apanhar o “comboio pela conservação”.
A SPEA / BirdLife espera que quaisquer discussões sobre a proibição vejam
mais além do que o argumento actual da “gripe das aves” – que embora
válido, não é crucial para a proibição total do comércio de aves selvagens para
dentro da UE.
O risco de extinção para todas as espécies de animais e plantas é
avaliado segundo um padrão definido pela Comissão de Sobrevivência
de Espécies da UICN. Detalhes em http://www.iucn.org/themes/ssc/.
• O estatuto de conservação das espécies de aves divide ]se nas seguintes
categorias: Extinto, Extinto na natureza, Criticamente em perigo, Em
Perigo, Vulnerável, Dependente de Conservação e Quase Ameaçado.
• As aves globalmente ameaçadas estão distribuídas de forma desigual e
encontram ]se principalmente na região neo ]tropical e no sudeste
asiático. Contudo, a responsabilidade política para a conservação das
espécies ameaçadas é partilhada, havendo 219 territórios com pelo
menos uma espécie de ave ameaçada.
• Numa revisão bibliográfica, a RSPB constatou que poucas crias de aves
são retiradas do seu ninho quando as espécies são protegidas, e que o
sucesso reprodutor aumenta, pois sofrem menor perturbação humana
(Animal Conservation). Num segundo estudo, sobre a cacatua ]de ]crista ]
amarela – uma espécie existente na Indonésia – verificou ]se que a sua
população duplicou após a proibição de comercialização da espécie
(Cahill et al – Oryx: 40 (2)).
• O Papagaio ]cinzento ]africano é um dos animais de estimação mais
popular, sendo apreciado pelas suas capacidades de mimo, bem como
pela sua atractiva plumagem. Os registos da CITES mostram que
quase 360.000 papagaios desta espécie são exportados ilegalmente ou
morrem antes de chegarem às lojas de animais de estimação. Devido
ao tráfico de animais de estimação, as populações desta espécie estão a
diminuir na maior parte dos 23 países em que se encontra. Estas aves
estão à venda por mais de €750/casal.
• A captura de jovens crias não é a única razão para o declínio das
populações de aves exóticas, utilizadas como animais de estimação. A
perda de habitat, o comércio de penas e uma época de reprodução com
más condições climatéricas também são relevantes para este declínio.
No entanto, os cientistas consideram que populações vulneráveis pelo
tráfico de animais poderão sofrer mais facilmente com os outros
factores.
• O Wild Conservation Act de 1992 fez reduzir o número de papagaios
importados para os EUA, de 100.000 para poucas centenas em 1996. A
quantidade de importações de aves não aumentou em outros países,
sugerindo que esta legislação teve maior efeito na redução na captura
de crias no ninho, do que na procura de outros países, por parte dos
comerciantes de aves, para a sua venda.
• Resultados de um estudo de 2001 na América do Sul, mostram que a
proibição da importação de aves raras para os EUA em 1992, fez
diminuir significativamente a captura ilegal de papagaios selvagens
nesta região, ao invés de motivar o seu comércio clandestino.
• O Estudo de Mercado realizado pela RSPB concluiu que 92 por cento
dos inquiridos no Reino Unido e na Alemanha, desaprovavam o
comércio de aves selvagens em oposição a 1% e 2% de aprovação no
RU e na Alemanha respectivamente. O estudo foi conduzido pela
BMRB International, e realizado no Reino Unido nos dias 17 e 18 de
Junho de 2006, com uma amostra de 1003 indivíduos, com idades
iguais ou superiores a 16 anos, e na Alemanha nos dias 17 e 23 de
Junho do mesmo ano, com uma amostra de 1000 pessoas com idades
de iguais ou superiores a 14 anos.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Há mais de 500 anos, Leonardo da Vinci, um dos maiores génios de todos os tempos (e que era também vegetariano), vaticinou que chegaria o dia em que matar um animal (por divertimento) seria considerado tão grave quanto matar uma pessoa. O mestre renascentista, apesar de ser algo misantropo, depositou demasiada fé na evolução da nossa sociedade…
No primeiro domingo de Setembro fui até ao Paul dos Patudos com o intuito de observar como se comportariam os caçadores na abertura da época cinegética. (Na verdade, estes tipos nunca dão tréguas aos animais silvestres, limitando-se a trocar as cana de pesca pelas espingardas. Muitos antes de poderem disparar a tudo o quase mexo no chamado regime desordenado, são ainda sócios de zonas de caça onde caçam o resto do ano.) Ao fim de tantos anos a assistir a matanças gratuitas, penso sempre que já tenho o estômago suficientemente calejado para estas merdas, mas nunca é assim. Invariavelmente, Fico por demais transtornado.
Um grupo de energúmenos limitou-se a esperar junto aos dormitórios das aves aquáticas e dos estorninhos. Os disparos intensificaram-se ao crepúsculo e seguiram noite adentro, quando mal dava para ver sombras no céu, quanto mais para identificar espécies. A matança foi covardemente fácil e estupidamente inútil. Nem sequer têm a menor intenção de ir buscar os corpos das suas vítimas! Cerca de uma dúzia de espingardeiros conseguiram, ininterruptamente, disparar pelo menos 2 centenas de vezes (e, que eu saiba, os cartuchos não são à borla – mas as vidas de espécies que a todos nós pertencem, são…). O massacre é o seu único divertimento. Uns quantos estavam à volta de ETAR (do lado de fora da cerca) disparando para os patos (algumas das espécies são “protegidas” por Lei…) que já estavam pousados ou se preparavam para o fazer. Um monte de cadáveres ficou a boiar literalmente na merda. Suponho que estes filhos da puta se devem sentir orgulhosos destas manifestações de pseudovirilidade, estando-se a cagar para tudo o que seja responsabilidade social e ambiental. Cheguei a falar com um deles quando se preparava para partir ao volante o seu automóvel. Apenas queria saber se ele conhecia as espécies que tinha acabado de matar – para nada! Previsivelmente, o tipo respondeu-me com ameaças de violência física. O costume. Mas deu para notar que, se eu lhe tivesse chegado um fósforo ao pé da boca, o imbecil converter-se-ia num lança-chamas vivo, tal era o evidente estado de alcoolémia!
Há quem enalteça a caça, como um “desporto” que privilegia a convivência masculina (claro que tb existem mulheres espingardeiras, mas por cá geralmente essas são projectos de tias que se limitam a ir às batidas aos javalis e/ou aos veados em herdades de luxo). O que eu por lá vi foi um bando de barrigudos a disparar junto dos carros, confraternizando mais com as cervejas e com os cigarros de que entre os “irmãos de armas”. (Uma das coisa de que eu gostava mais quando vivia na Serra da Lousã, era que raramente se ouvia um tiro. Teoricamente, estava disponível para qualquer caçador lá ir fazer misérias, mas a porra é que a orografia é mesmo íngreme e nos sítios onde existe uma maior riqueza de fauna, não dá para lá ir de carro – nem com um jipe. Assim, estes desportistas –matadores da zona preferiam ir até ao Alentejo dar tiros em perdizes e em coelhos de galinheiro, do que puxar pelas pernas serra acima… Agora que reintroduziram os veados e os corços, a caça passou a ser muito mais elitista por aquelas bandas; qualquer idiota com a carteia bem nutrida e com uma carabina de mira telescópica com infravermelhos pode abatê-los sem mexer outros músculos para além dos indispensáveis para carregar no gatilho.)
Da Direcção Geral das Florestas não vale a pena esperar nada de bom, mas porque raios o SEPNA de Santarém ou de Almeirim nunca vão até ao nosso paul fiscalizar estes - e muitos outros – atentados ambientais?! Será que ainda não perceberam que o paul dos Patudos é a maior e mais ameaçada jóia ambiental desta região? Porque é que sempre que lhes telefono à hora em que são consumadas estas carnificinas (em que se cometem muitas ilegalidades), nunca estão disponíveis?! Como é que é possível que o referido paul se converta num importante (à escala europeia) santuário para a vida selvagem, se basta um punhado de parvalhões para manter os bichos aterrorizados, fugindo para longe? E o que dizer das muitas espécies protegidas que por lá continuam a ser chumbadas?
Durante décadas os caçadores fizeram do paul um acmpo de extermínio sem tréguas. A sociedade, nomeadamente a comunidade local, não pode continuar a permitir esse triste “espectáculo” ! Temos que pressionar as autoridades “competentes” a fim de acabarmos com esta guerra contra a natureza que a todos prejudica (até aos caçadores). E não pensem que eu vou conseguir fazer isso sozinho.
A caça, nas nossas latitudes, tornou-se numa caricatura grotesca e perversa de uma actividade que outrora contribuiu não só para a mera sobrevivência da nossa espécie, mas também para o nosso desenvolvimento físico, intelectual e social.
«O amor inteligente, simultaneamente cordial, ao campo, é um dos mais refinados produtos da civilização e da cultura. Quem verdadeiramente ama a natureza nela não vê peças de caça.» – Miguel Unamuno
«Existe uma diferença fundamental entre animais a preço e apreço pelos animais. O apreço é incompatível com tornar vítimas os objectos queridos.»- Carlos Herrera
Em Portugal os critérios “selectivos” do morticínio gratuito continuam a basear-se, em grande medida, num sobejamente conhecido lema (em jeito de remoque de mau gosto) dos caçadores:” acima de mosquito, abaixo de guarda”… Nada disto deveria surpreender num país que consagra mais direitos de usufruto do território aos caçadores do que aos restantes cidadãos – que são a esmagadora maioria.
demasiados séculos de perseguição implacável (com um notório acréscimo de violência a partir de 1974) fizeram com que os animais que habitam estas paragens estejam sujeitos a um stress elevadíssimo, permanentemente aterrorizados com a nossa presença; a sua sobrevivência depende sobretudo da capacidade de se esquivarem aos humanos (no caso mais agudo dos mamíferos, o sigilo fantasmal que os caracteriza é o seu melhor segurode vida). E não é para menos, só na Península ibérica são chacinados anualmente entre 50 a 90 milhões de animais – um bem comum a todos - para deleite de apenas 2% dos cidadãos! Este holocausto cinegético, nos últimos quatro séculos já levou à extinção 270 espécies de vertebrados! E há ainda que considerar as milhares de mortes obscuras devido ao plumbismo (ou envenenamento causado pelo chumbo).
No primeiro domingo de Setembro fui até ao Paul dos Patudos com o intuito de observar como se comportariam os caçadores na abertura da época cinegética. (Na verdade, estes tipos nunca dão tréguas aos animais silvestres, limitando-se a trocar as cana de pesca pelas espingardas. Muitos antes de poderem disparar a tudo o quase mexo no chamado regime desordenado, são ainda sócios de zonas de caça onde caçam o resto do ano.) Ao fim de tantos anos a assistir a matanças gratuitas, penso sempre que já tenho o estômago suficientemente calejado para estas merdas, mas nunca é assim. Invariavelmente, Fico por demais transtornado.
Um grupo de energúmenos limitou-se a esperar junto aos dormitórios das aves aquáticas e dos estorninhos. Os disparos intensificaram-se ao crepúsculo e seguiram noite adentro, quando mal dava para ver sombras no céu, quanto mais para identificar espécies. A matança foi covardemente fácil e estupidamente inútil. Nem sequer têm a menor intenção de ir buscar os corpos das suas vítimas! Cerca de uma dúzia de espingardeiros conseguiram, ininterruptamente, disparar pelo menos 2 centenas de vezes (e, que eu saiba, os cartuchos não são à borla – mas as vidas de espécies que a todos nós pertencem, são…). O massacre é o seu único divertimento. Uns quantos estavam à volta de ETAR (do lado de fora da cerca) disparando para os patos (algumas das espécies são “protegidas” por Lei…) que já estavam pousados ou se preparavam para o fazer. Um monte de cadáveres ficou a boiar literalmente na merda. Suponho que estes filhos da puta se devem sentir orgulhosos destas manifestações de pseudovirilidade, estando-se a cagar para tudo o que seja responsabilidade social e ambiental. Cheguei a falar com um deles quando se preparava para partir ao volante o seu automóvel. Apenas queria saber se ele conhecia as espécies que tinha acabado de matar – para nada! Previsivelmente, o tipo respondeu-me com ameaças de violência física. O costume. Mas deu para notar que, se eu lhe tivesse chegado um fósforo ao pé da boca, o imbecil converter-se-ia num lança-chamas vivo, tal era o evidente estado de alcoolémia!
Há quem enalteça a caça, como um “desporto” que privilegia a convivência masculina (claro que tb existem mulheres espingardeiras, mas por cá geralmente essas são projectos de tias que se limitam a ir às batidas aos javalis e/ou aos veados em herdades de luxo). O que eu por lá vi foi um bando de barrigudos a disparar junto dos carros, confraternizando mais com as cervejas e com os cigarros de que entre os “irmãos de armas”. (Uma das coisa de que eu gostava mais quando vivia na Serra da Lousã, era que raramente se ouvia um tiro. Teoricamente, estava disponível para qualquer caçador lá ir fazer misérias, mas a porra é que a orografia é mesmo íngreme e nos sítios onde existe uma maior riqueza de fauna, não dá para lá ir de carro – nem com um jipe. Assim, estes desportistas –matadores da zona preferiam ir até ao Alentejo dar tiros em perdizes e em coelhos de galinheiro, do que puxar pelas pernas serra acima… Agora que reintroduziram os veados e os corços, a caça passou a ser muito mais elitista por aquelas bandas; qualquer idiota com a carteia bem nutrida e com uma carabina de mira telescópica com infravermelhos pode abatê-los sem mexer outros músculos para além dos indispensáveis para carregar no gatilho.)
Da Direcção Geral das Florestas não vale a pena esperar nada de bom, mas porque raios o SEPNA de Santarém ou de Almeirim nunca vão até ao nosso paul fiscalizar estes - e muitos outros – atentados ambientais?! Será que ainda não perceberam que o paul dos Patudos é a maior e mais ameaçada jóia ambiental desta região? Porque é que sempre que lhes telefono à hora em que são consumadas estas carnificinas (em que se cometem muitas ilegalidades), nunca estão disponíveis?! Como é que é possível que o referido paul se converta num importante (à escala europeia) santuário para a vida selvagem, se basta um punhado de parvalhões para manter os bichos aterrorizados, fugindo para longe? E o que dizer das muitas espécies protegidas que por lá continuam a ser chumbadas?
Durante décadas os caçadores fizeram do paul um acmpo de extermínio sem tréguas. A sociedade, nomeadamente a comunidade local, não pode continuar a permitir esse triste “espectáculo” ! Temos que pressionar as autoridades “competentes” a fim de acabarmos com esta guerra contra a natureza que a todos prejudica (até aos caçadores). E não pensem que eu vou conseguir fazer isso sozinho.
A caça, nas nossas latitudes, tornou-se numa caricatura grotesca e perversa de uma actividade que outrora contribuiu não só para a mera sobrevivência da nossa espécie, mas também para o nosso desenvolvimento físico, intelectual e social.
«O amor inteligente, simultaneamente cordial, ao campo, é um dos mais refinados produtos da civilização e da cultura. Quem verdadeiramente ama a natureza nela não vê peças de caça.» – Miguel Unamuno
«Existe uma diferença fundamental entre animais a preço e apreço pelos animais. O apreço é incompatível com tornar vítimas os objectos queridos.»- Carlos Herrera
Em Portugal os critérios “selectivos” do morticínio gratuito continuam a basear-se, em grande medida, num sobejamente conhecido lema (em jeito de remoque de mau gosto) dos caçadores:” acima de mosquito, abaixo de guarda”… Nada disto deveria surpreender num país que consagra mais direitos de usufruto do território aos caçadores do que aos restantes cidadãos – que são a esmagadora maioria.
demasiados séculos de perseguição implacável (com um notório acréscimo de violência a partir de 1974) fizeram com que os animais que habitam estas paragens estejam sujeitos a um stress elevadíssimo, permanentemente aterrorizados com a nossa presença; a sua sobrevivência depende sobretudo da capacidade de se esquivarem aos humanos (no caso mais agudo dos mamíferos, o sigilo fantasmal que os caracteriza é o seu melhor segurode vida). E não é para menos, só na Península ibérica são chacinados anualmente entre 50 a 90 milhões de animais – um bem comum a todos - para deleite de apenas 2% dos cidadãos! Este holocausto cinegético, nos últimos quatro séculos já levou à extinção 270 espécies de vertebrados! E há ainda que considerar as milhares de mortes obscuras devido ao plumbismo (ou envenenamento causado pelo chumbo).
quarta-feira, janeiro 24, 2007
A meio caminho entre os lagartos e as cobras. Dentro de umas dezenas de milhar de anos (se ainda houver vida na Terra...), o mais povável é que esta espécie se tenha visto livre das pernas, que lhe são pouco úteis (mais um estorvo) enquanto fura pelo subsolo.
Algo semelhante deverá acontecer aos políticos, que, perderão as pernas, devendo tornar-se híbridos com carros de luxo... Para "compensar", irão desenvolver muitas caras; e nos seus vastos cus, terão o recto transformado em porta-luvas (vocês sabem a que luvas eu me refiro, não é?...), onde ainda desenvolverão cordas vocais e um revestimento caloso para que não se magoem à passagem de diapositivos roubados...
PB
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Ajude a Pôr Fim ao Massacre de Golfinhos em Taiji, no Japão
Todos os anos, cerca de 20.000 golfinhos e baleias de várias espécies são vítimas de um massacre horrível, em Taiji, no Japão, num autêntico banho de sangue que é o maior massacre comercial de golfinhos do mundo.
De Portugal, ajude a acabar com esta vergonha.
Por favor, escreva ao Embaixador do Japão em Portugal e peça-lhe que transmita ao Governo Japonês que os portugueses juntam-se aos restantes protestos vindos de todo o mundo contra este massacre, pedindo o seu fim imediato:
Embaixada do Japão em Portugal
E-mails: cultural@embjapao.pt, economia@embjapao.pt e ryoji@embjapao.pt
Av. da Liberdade, n.º 245 – 6.º
1269-033 Lisboa
Fax: 21 354 39 75
Exm.º Senhor Embaixador do Japão em Portugal,
Excelência,
Foi com profunda indignação que soube do brutal massacre anual de golfinhos e baleias que acontece no Japão. As imagens da água avermelhada pelo sangue destes animais claramente mostram ao mundo que o Japão tem pouco respeito pelo estado em que se encontram os oceanos do planeta, pelos animais que nestes vivem e pela conservação dos recursos marinhos que o estado japonês afirma querer proteger. Muitos estudos científicos mostram que os oceanos e a vida marinha estão em perigo. Devemos tomar todas as medidas que possamos para pôr fim à sobre-exploração dos oceanos e para proteger os animais que neles vivem. Estes golfinhos não pertencem ao Japão. Entre os golfinhos e as baleias que os japoneses matam, encontram-se espécies em risco de extinção. É também profundamente lamentável que o destino dado aos golfinhos que não morrem é virem a ser mantidos em aquários, delfinários ou em programas recreativos para que as pessoas possam nadar com golfinhos – lugares onde estes animais nunca deveriam estar. Além destes factores, os métodos utilizados para matar estes animais são imensamente cruéis: encurralar os golfinhos e depois matá-los de forma lenta e extremamente dolorosa com lanças, ganchos e afogando-os é algo de inqualificável.
Peço ao Governo Japonês que imponha um fim imediato e permanente a este massacre hediondo e inaceitável e peço a V. Ex.ª que transmita este meu firme pedido ao Governo Japonês.
Com os meus melhores cumprimentos,
Nome:
Cidade:
E-mail:
Todos os anos, cerca de 20.000 golfinhos e baleias de várias espécies são vítimas de um massacre horrível, em Taiji, no Japão, num autêntico banho de sangue que é o maior massacre comercial de golfinhos do mundo.
De Portugal, ajude a acabar com esta vergonha.
Por favor, escreva ao Embaixador do Japão em Portugal e peça-lhe que transmita ao Governo Japonês que os portugueses juntam-se aos restantes protestos vindos de todo o mundo contra este massacre, pedindo o seu fim imediato:
Embaixada do Japão em Portugal
E-mails: cultural@embjapao.pt, economia@embjapao.pt e ryoji@embjapao.pt
Av. da Liberdade, n.º 245 – 6.º
1269-033 Lisboa
Fax: 21 354 39 75
Exm.º Senhor Embaixador do Japão em Portugal,
Excelência,
Foi com profunda indignação que soube do brutal massacre anual de golfinhos e baleias que acontece no Japão. As imagens da água avermelhada pelo sangue destes animais claramente mostram ao mundo que o Japão tem pouco respeito pelo estado em que se encontram os oceanos do planeta, pelos animais que nestes vivem e pela conservação dos recursos marinhos que o estado japonês afirma querer proteger. Muitos estudos científicos mostram que os oceanos e a vida marinha estão em perigo. Devemos tomar todas as medidas que possamos para pôr fim à sobre-exploração dos oceanos e para proteger os animais que neles vivem. Estes golfinhos não pertencem ao Japão. Entre os golfinhos e as baleias que os japoneses matam, encontram-se espécies em risco de extinção. É também profundamente lamentável que o destino dado aos golfinhos que não morrem é virem a ser mantidos em aquários, delfinários ou em programas recreativos para que as pessoas possam nadar com golfinhos – lugares onde estes animais nunca deveriam estar. Além destes factores, os métodos utilizados para matar estes animais são imensamente cruéis: encurralar os golfinhos e depois matá-los de forma lenta e extremamente dolorosa com lanças, ganchos e afogando-os é algo de inqualificável.
Peço ao Governo Japonês que imponha um fim imediato e permanente a este massacre hediondo e inaceitável e peço a V. Ex.ª que transmita este meu firme pedido ao Governo Japonês.
Com os meus melhores cumprimentos,
Nome:
Cidade:
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quarta-feira, janeiro 17, 2007
Como é que temos o desplante de apontar o dedo aos países (como, por ex., a Arábia Saudita e o Sudão) em que o fundamentalismo islâmico domina por completo o Estado/a coisa pública, quando vivemos num país que condena à prisão as mulheres que, por força das circunstâncias, decidem abortar?! Este absurdo legal é apenas uma versão polida da velha lei de Moisés que mandava matar à pedrada todas as mulheres que ousem ter o mínimo de vontade própria e liberdade sexual sob o jugo dos machos. As mulheres são feitas para obedecer aos homens e para parir, não é? Mas olhem que a falange dos que defendem a continuidade da criminalização do aborto perderia imensos adeptos se os homens que fecundam as “abortistas” (sinónimo de terroristas asseclas do Anticristo!) também fossem presos por cumplicidade no “crime”…
Todos os papa-hóstias sabem que as mulheres que querem ser donas dos seus corpos são umas levianas… Como se fazer um aborto fosse uma decisão tomada de ânimo leve e que não deixa marcas psicológicas (quando não leva mesmo à morte na clandestinidade miserável). Se o fazem é porque sabem que essa experiência horrível é, de longe, um mal menor. Ainda por cima, estão sujeitas ao anátema na praça pública e nos tribunais! É um absurdo inadmissível!
«Tivessem tomado precauções!» - cospem com azedume preconceituoso os papa-hóstias. Pois, mas esses são os mesmos que mal podem esperar para que João Paulo II seja integrado no novo catálogo de santos promulgado pelo Vaticano. Não nos esqueçamos que a posição oficial da Igreja Católica continua a ser a proibição do uso do preservativo (que se fodam as doenças sexualmente transmissíveis e as gravidezes indesejadas!) e até torcem o nariz à pílula contraceptiva!... São os mesmos que se têm oposto à implementação de programas de educação sexual nas escolas (e não só).
Talvez o Vaticano seja tão indiferente ao sofrimento das mulheres que têm que passar por esta tragédia ignominiosa por ao longo de muitos séculos os clérigos têm preferido violar rapazinhos e frequentar prostitutas… As escavações arqueológicas realizadas em conventos também têm revelado o que acontecia às crianças indesejadas que se desenvolveram no ventre de freiras sem vocação para o ofício…
É preciso ter descaramento (fruto da ignorância preconceituosa e da prepotência) para “justificar” a criminalização do aborto com base em premissas bíblicas de “defesa da vida”, pois a bíblia está repleta de incestos, violações e sobretudo homicídios e genocídios com o aval de Jeová! Até na boca de Jesus Cristo colocaram sentenças de morte para os que pensavam de modo diferente (Lucas 19:27) !...
Os que sustentam esta repressão hipócrita geram imensa celeuma para reivindicarem o direito “divino-legal” de mandarem sobre os corpos alheios, mas estão-se a cagar que morram de desnutrição uma média de 30 mil crianças todos os dias; assim como não ligam puto ao facto de as roupinhas que levam à missa e às festas são maioritariamente feitas por pessoas – muitas das quais menores de idade – que não usufruem de quaisquer direitos sociais e que vivem um inferno quotidiano em regimes opressivos que tem estado a enriquecer obscenamente as corporações ocidentais… Ah, mas esses não contam, pois são de outra etnia e de outro credo...
Ademais, todos sabemos que as portuguesas endinheiradas vão com frequência fazer abortos a clínicas caras (não apenas no estrangeiro; experimentem ligar para a clínica de Oiã, perto de Aveiro, a fim de marcarem uma consulta de “ginecologia especial”…), com toda a assistência médica de que necessitam para que essa intervenção cirúrgica seja o mais segura possível. Essas certamente que jamais foram ou serão perseguidas pela polícia à conta dos abortos. Eu até conheço um “projecto de tia” que fez isso (e fez muito bem), mas que agora lidera um grupo de beatas-VIP lnçando impropérios contra as “porcas/putas” que abortam… (Assim como a actriz porno que ficou famosa pela sua técnica de sexo oral no filme «Garganta Profunda», depois de ter amealhado um bom pecúlio nesse meio, foi acometida por algum género de avatar, passando a liderar uma cruzada contra a imoralidade da indústria pornográfica…Enfim, todos temos o direito de mudar de ideias.)
Proíba-se ou não, os abortos vão continuar. A diferença é que, caso a proibição se mantenha, estaremos a fomentar um atentado misógino à saúde pública (as mulheres que são vítimas de abortos mal feitos nem sequer se podem queixar por medo da neoinquisição) e à dignidade das mulheres.
Sobre esta matéria, a actual lei é brandida pelas instituições estatais por forma a amedrontar e a humilhar as mulheres, mas, como temos “brandos costumes”, não é para se cumprir até às suas últimas consequências… e assim continuamos a brincar à “democracia” neste país. A repressão e a consequente clandestinidade dos abortos são as principais causas pela interrupção tardia das gravidezes indesejadas.
Já agora, proíba-se a masturbação (a Igreja há séculos que o tenta incutindo o medo com recurso a mitos, como, por ex., que essa actividade provoca a cegueira e a loucura…), pois trata-se de uma oportunidades perdidas de gerarmos vidas com as quais poderemos povoar a Terra com sectários da nossa fé…
O mal que a tradição judaico-cristã tem feito à mentalidade de um povo ignorante e tacanho!...
Esta é uma das principais razões porque o resto da Europa Comunitária nos olha como se não passássemos de uns energúmenos machistas e atrasadinhos. Provavelmente até têm razão.
Abram os olhos para ver como nos países mais desenvolvidos (não apenas em termos económicos mas sobretudo em mentalidade e literacia), onde o aborto é legal, as mulheres são mais respeitadas, as taxas de nascimentos não baixaram por isso , além de que se gasta muito menos do erário público a prestar assistência médica às mulheres com graves problemas de saúde como consequência dos abortos clandestinos, tal como acontece por cá.
Todos os papa-hóstias sabem que as mulheres que querem ser donas dos seus corpos são umas levianas… Como se fazer um aborto fosse uma decisão tomada de ânimo leve e que não deixa marcas psicológicas (quando não leva mesmo à morte na clandestinidade miserável). Se o fazem é porque sabem que essa experiência horrível é, de longe, um mal menor. Ainda por cima, estão sujeitas ao anátema na praça pública e nos tribunais! É um absurdo inadmissível!
«Tivessem tomado precauções!» - cospem com azedume preconceituoso os papa-hóstias. Pois, mas esses são os mesmos que mal podem esperar para que João Paulo II seja integrado no novo catálogo de santos promulgado pelo Vaticano. Não nos esqueçamos que a posição oficial da Igreja Católica continua a ser a proibição do uso do preservativo (que se fodam as doenças sexualmente transmissíveis e as gravidezes indesejadas!) e até torcem o nariz à pílula contraceptiva!... São os mesmos que se têm oposto à implementação de programas de educação sexual nas escolas (e não só).
Talvez o Vaticano seja tão indiferente ao sofrimento das mulheres que têm que passar por esta tragédia ignominiosa por ao longo de muitos séculos os clérigos têm preferido violar rapazinhos e frequentar prostitutas… As escavações arqueológicas realizadas em conventos também têm revelado o que acontecia às crianças indesejadas que se desenvolveram no ventre de freiras sem vocação para o ofício…
É preciso ter descaramento (fruto da ignorância preconceituosa e da prepotência) para “justificar” a criminalização do aborto com base em premissas bíblicas de “defesa da vida”, pois a bíblia está repleta de incestos, violações e sobretudo homicídios e genocídios com o aval de Jeová! Até na boca de Jesus Cristo colocaram sentenças de morte para os que pensavam de modo diferente (Lucas 19:27) !...
Os que sustentam esta repressão hipócrita geram imensa celeuma para reivindicarem o direito “divino-legal” de mandarem sobre os corpos alheios, mas estão-se a cagar que morram de desnutrição uma média de 30 mil crianças todos os dias; assim como não ligam puto ao facto de as roupinhas que levam à missa e às festas são maioritariamente feitas por pessoas – muitas das quais menores de idade – que não usufruem de quaisquer direitos sociais e que vivem um inferno quotidiano em regimes opressivos que tem estado a enriquecer obscenamente as corporações ocidentais… Ah, mas esses não contam, pois são de outra etnia e de outro credo...
Ademais, todos sabemos que as portuguesas endinheiradas vão com frequência fazer abortos a clínicas caras (não apenas no estrangeiro; experimentem ligar para a clínica de Oiã, perto de Aveiro, a fim de marcarem uma consulta de “ginecologia especial”…), com toda a assistência médica de que necessitam para que essa intervenção cirúrgica seja o mais segura possível. Essas certamente que jamais foram ou serão perseguidas pela polícia à conta dos abortos. Eu até conheço um “projecto de tia” que fez isso (e fez muito bem), mas que agora lidera um grupo de beatas-VIP lnçando impropérios contra as “porcas/putas” que abortam… (Assim como a actriz porno que ficou famosa pela sua técnica de sexo oral no filme «Garganta Profunda», depois de ter amealhado um bom pecúlio nesse meio, foi acometida por algum género de avatar, passando a liderar uma cruzada contra a imoralidade da indústria pornográfica…Enfim, todos temos o direito de mudar de ideias.)
Proíba-se ou não, os abortos vão continuar. A diferença é que, caso a proibição se mantenha, estaremos a fomentar um atentado misógino à saúde pública (as mulheres que são vítimas de abortos mal feitos nem sequer se podem queixar por medo da neoinquisição) e à dignidade das mulheres.
Sobre esta matéria, a actual lei é brandida pelas instituições estatais por forma a amedrontar e a humilhar as mulheres, mas, como temos “brandos costumes”, não é para se cumprir até às suas últimas consequências… e assim continuamos a brincar à “democracia” neste país. A repressão e a consequente clandestinidade dos abortos são as principais causas pela interrupção tardia das gravidezes indesejadas.
Já agora, proíba-se a masturbação (a Igreja há séculos que o tenta incutindo o medo com recurso a mitos, como, por ex., que essa actividade provoca a cegueira e a loucura…), pois trata-se de uma oportunidades perdidas de gerarmos vidas com as quais poderemos povoar a Terra com sectários da nossa fé…
O mal que a tradição judaico-cristã tem feito à mentalidade de um povo ignorante e tacanho!...
Esta é uma das principais razões porque o resto da Europa Comunitária nos olha como se não passássemos de uns energúmenos machistas e atrasadinhos. Provavelmente até têm razão.
Abram os olhos para ver como nos países mais desenvolvidos (não apenas em termos económicos mas sobretudo em mentalidade e literacia), onde o aborto é legal, as mulheres são mais respeitadas, as taxas de nascimentos não baixaram por isso , além de que se gasta muito menos do erário público a prestar assistência médica às mulheres com graves problemas de saúde como consequência dos abortos clandestinos, tal como acontece por cá.
domingo, janeiro 14, 2007
Porque cargas d’água é que se celebra o nascimento de Cristo a 25 de dezembro?
Em 275 o imperador Aureliano decretou que o dia de Mitra (25 de Dezembro) seria a festividade oficial do império. No ano 320, o Papa Silvestre, sob os auspícios do imperador Constantino, instituiu o aniversário de Jesus Cristo a 25 de Dezembro.~~Tal carece por completo de provas históricas (começando pela mera existência do filho encarnado de Jeová). A intenção da Igreja Católica foi a de aproveitar o facto de os romanos festejarem o solstício de Inverno (nesse aspecto, o seu calendário estava uns dias atrasado/desfasado) num festival denominado Saturnalia que poderia mais facilmente ser adoptado ao cristianismo do que suprimido. Entre os romanos estava fortemente implantado o culto do «Sol Invictus» ou ainda «Dominus Invictus». (Dominus significa Senhor. Assim, O Senhor é o sol.)
Havia então vários cultos em voga cujas bases mitológicas poderiam servir com facilidade o propósito de Constantino e dos seus bispos.
~~ O investigador Michael Molnar, um crente em Jesus e na bíblia, diligentemente estudou os fenómenos astronómicos que possam corresponder ao que os evangelhos referem para o nascimento de Cristo, e chegou à conclusão que Júpiter era a “estrela de Belém” e que o Messias nasceu a 17 de Abril do ano 6 a.C..
Mas se Cristo existiu de facto, então porque é que nenhum dos seus contemporâneos escreveu sobre ele? Certamente que Pilatos e/ou os seus administradores escreveriam algum apontamento (mesmo que como referência anedótica) por terem crucificado «o Rei dos judeus». E se Cristo teve mesmo esse destino, podemos concluir que era um líder rebelde pouco ou nada relevante para os opressores romanos. A prova disso é que os seus seguidores não foram crucificados.
Por então, João Baptista era muito mais popular e influente do que o Cristo imaginado pelos crentes.
No século III, o mitraísmo (uma religião derivada do zoroastrismo, com influências sincréticas da Pérsia, Índia e Roma) rivalizava em popularidade com o cristianismo em ascensão. O culto de Mitra é anterior a Cristo e une, na sua simbologia mitológica, antiquíssimos cultos ao deus Sol e ao deus Touro. Os seus seguidores acreditavam que Mitra nasceu de uma virgem, numa gruta, a 25 de Dezembro. As solenidades referentes à sua morte e ressurreição ocorriam por altura do que agora chamamos Páscoa.
Uma refulgente estrela de Leste pressagiou a sua vinda e foi ajudado por pastores nas suas primeiras horas como um mortal de humilde condição social. Como não podia deixar de ser, surgiram magos para homenagear a sua natureza divina com a oferta de ouro, incenso e mirra.
Por influência do Zoroastrismo, Mitra representava o campeão do bem na luta contra o mal. Tendo sido enviado à Terra para nos salvar, na qualidade de filho do sol, Mitra teve que sacrificar a sua vida nessa missão de sacrossanto altruísmo. A sua derradeira ceia foi na companhia de 12 seguidores que, no final da cerimónia, foram convidados a comer o seu corpo e a beber o seu sangue. 3 dias após ter morrido, Mitra ressuscitou.
Este deus tinha a designação de «Senhor» e acreditava-se que lhe cabia julgar os mortos; os escolhidos ficariam junto de si, os outros seriam condenados ao sofrimento eterno no submundo.
Na doutrina de fé do mitraísmo sustentava-se a ideia do “pecado original” e nos seus sacramentos havia a partilha do pão e do vinho.
Para os judeus (afectos ao judaísmo) o dia sagrado da semana era, e é, o Sábado (destinado exclusivamente ao descanso, à oração e a outros ritos religiosos e de socialização espiritual), obediência às leis de Moisés. O cristianismo romano (ou catolicismo apostólico) trocou o Sábado pelo Domingo na sua liturgia. Pois bem, o Domingo era o dia sagrado para os mitraístas – os mais devotos/sectários dos quais usavam uma cruz tatuada na testa… (Este era simultaneamente um símbolo solar e de fertilidade.)
Na iconografia sagrada deste culto, Mitra era comummente representad@ com um disco solar à volta da sua cabeça – tal como Cristo seria pintado até aos dias de hoje.
O deus egípcio Osíris estava igualmente ligado à ressurreição dos seus seguidores (pelo menos dos eu pertenciam à elite egípcia, até que a reformulação tardia do culto o pretendeu democratizar). Acreditava-se que morreu a uma 6ª feira e ressuscitou ao 3º dia. Sem grande surpresa, a sua data de nascimento coincidia com o 25 de Dezembro, à semelhança de outro deus do antigo Egipto chamado Horus. Isis, a mãe de Horus era uma virgem celeste. A constelação de Virgem era representada por uma mulher com um bebé nos braços – tal e qual as Virgens católicas…
Um deus pelo qual os gregos (não apenas os debochados & boémios) tinham especial apreço era Dionísio. Mais tarde os romanos adoptaram esse deus dando-lhe a designação de Baco. À semelhança de Mitra, os poetas associavam-no a um touro. Apis era também o deus touro (filho de Osíris). Os hebreus que, segundo o relato bíblico do Êxodo, saíram do Egipto adoravam-no (veja-se o episódio da adoração do bezerro dourado no meio do deserto).
Este culto estava intimamente associado a Osíris. Assim , também o aniversário de Dionísio se celebrava a 25 de Dezembro e o seu nascimento (numa gruta ou estábulo) merecera a anunciação de uma estrela e a visita de 3 generosos magos. Dionísio (que tinha por cognome o«Salvador da Humanidade») era fruto da união do maior dos deus, Zeus, com uma virgem mortal, Sêmele, a princesa de Tebas. Esta ficou grávida. O problema é que Zeus tinha uma esposa divina, Hera, que ficou furibunda com esse adultério do marido (para agravar a ofensa, foi consumado com um ser inferior). Com zelo homicida, a esposa traída tomou providências para eliminar a criança híbrida – ainda no ventre da sua rival terrena. Zeus interveio a fim de salvar o seu filho, que se agarrava à vida no corpo assassinado da sua mãe. Recorrendo a uma estrambótica cirurgia de último recurso, Zeus, à laia dos cavalos-marinhos, arranja maneira para que o restante período de gestação do bebé se desenvolva dentro da coxa do pai – e é por aí que o pare!...
Mas hera logo desferiu outro ataque conta Dionísio , cujo corpo foi estraçalhado, sobrando apenas o seu coração latejando miraculosamente. Com ele Zeus conseguiu que Perséfone (esposa de Hades, deus das trevas e da escuridão, identificado como o diabo e o inferno cristãos) clonasse Dionísio no seu ventre materno. Deste modo, Dionísio nasceu duas vezes. Quando morreu, o seu corpo foi devorado pelas Bacantes.
Dionísio/Baco simboliza o arrebatamento da liberdade, do apelo telúrico; a comunhão com o nosso lado mais selvagem e hedonista; a rejeição das convenções, dos preconceitos e da moralidade tacanha (que actualmente identificamos com os valores burgueses); a luxúria desbragada; o triunfo dos sentidos sobre o racionalismo e os medos da vida; a redenção espiritual para os libertários, desprendidos do materialismo e das ambições de poder político na coisa pública.
Daqui se pode concluir que este deus seria o último que serviria de inspiração aos primeiros cristãos na construção mitológica de Jesus Cristo. Não obstante, consta que Dionísio era seguido por
12 apóstolos; fez uma entrada triunfal montado num burro; ao morrer, desceu ao inferno (tal como aconteceu a Cristo na versão de alguns evangelhos agnósticos), de onde regressou à companhia dos mortais volvidos 3 dias. A seguir, foi para o céu.
Um dos seus truques mais aplaudidos era a transformação de água em vinho.
O plágio dos cristãos é tão óbvio que até enjoa…
A recorrente alusão de que estes deuses, enquanto símbolos solares que andaram entre nós expostos na fragilidade da carne, tinham por homens-sombra 12 fiéis parece-me uma alusão às 12 constelações & signos do Zodíaco babilónico. Tampouco é um mero acaso que o seu nascimento se situe no solstício de Inverno (quando, no hemisfério norte, é mais necessário combater as trevas com a esperança da prosperidade soalheira que chegará daí a uns meses) e que a sua ressurreição “aconteça” sempre na Primavera, estação que simboliza o renascimento/renovação da natureza.
PB
segunda-feira, janeiro 01, 2007
Na UE, a cada dia que passa morrem uma média de 150 pessoas devido a acidentes rodoviários. Por todo o mundo já se contam aos milhões de mortos anuais devido a este flagelo. A Organização Mundial de Saúde assevera que, a avaliar pela actual conjuntura, daqui a 20 anos a sinistralidade nas estradas vai ser a 3ª causa de morte, ultrapassando até os conflitos bélicos e a SIDA.
Car fumes kill more than crashes
Car fumes worsen symptoms for asthma sufferers
The emissions from car exhausts are responsible for more deaths than roadaccidents, according to World Health Organisation (WHO) research. A study looking at France, Austria and Switzerland found that the number ofpeople dying from respiratory or cardiovascular problems which could beattributed to car fumes far outweighed the death toll from crashes.The WHO will now ask 70 environment and health ministers gathering for aconference in London to adopt a new charter on transport policies to reduce the effects of pollution.Dr Carlos Dora from the WHO European Centre for Environment and Health said:"The growing evidence that air pollution is causing a major health burden addsto effects of road traffic through noise, accidents and barriers to cycling andwalking."We are paying a huge price for this excessive road transport with our money andour health."
The research found that one third of all harmful particulate air pollution wascaused by road transport, and that long term exposure to pollution caused anestimated 21,000 premature deaths a year across the three countries.This is far higher than the 9,947 who died that year as a result of roadaccidents.Bill runs into billionsIn addition, the researchers calculated that the car fumes caused 300,000 extracases of bronchitis in children, and 15,000 extra hospital admissions for heartdisease made worse by the pollution.They calculated that the cost of dealing with all this was £27 billion Eurosper year - about £16bn.But a British GP, a former chairman of the GPs in Asthma group, said that whilecar pollution worsened existing asthma, there was little evidence that itactually caused the condition.
Dr Dermot Ryan, a Loughborough GP, said that the focus should fall instead on cigarette smoking as the primary villain."I'm not too sure car pollution is the number one enemy. 400 people a day are dying in this country due to cigarette smoking," he said.He recalled a recent study that compared the incidence of asthma between Munich,a fairly non-polluted city, and Leipzig, a city with a large degree ofparticulate-producing heavy industry.Asthma was found more widespread in Munich, he said."It's difficult to prove this cause and effect, whereas we can prove passivesmoking is very, very damaging to children, and actually causes asthma."Pets, cookers and carpets to blameStudies have linked a number of other factors with childhood asthma, among themnot breastfeeding, smoking while pregnant, carpets, gas cookers, and pets.Roger Higman, of Friends of the Earth, said that it was clear to hisorganisation that fumes were at least as big a killer as road trafficaccidents.He said: "What this research shows is that air pollution is a serious problem -and should be treated as such."A lot of money goes into making cars more safe, but not as much is spenttackling air pollution."He called for more investment in public transport.EU pollution deaths cost billionsThe European Union could save up to 161 billion euros a year by reducing deathscaused by air pollution, the World Health Organization has said.Air pollution reduces the life of the average European by 8.6 months.The toxic particles in pollution increase deaths from cardiovascular andrespiratory diseases, and the price of treating these ailments is costly.However, EU plans to cut pollution by 2010 should on average save 2.3 months oflife for each European, WHO says.This is the equivalent of preventing 80,000 premature deaths and saving over onemillion years of life across the European Union."Measures to reduce the effects of air pollution on health and extend lifeexpectancy already exist and work," said Dr Marc Danzon, WHO Regional Directorfor Europe."The data presented today emphasise that health damage due to particulate matter(PM) exposure, its costs for European society, and the ability of the currentEuropean legislation to reduce this impact, are critical arguments forcontinuing efforts to reduce air pollution."Diesel carsTransport and the use of fossil fuels in homes are the major contributors to airpollution. Diesel is a particular culprit, providing a hefty chunk of allpolluting particles.Although each country is responsible for much of its own pollution, winds andweather systems mean they also get an unhealthy dose from other countries."The transboundary nature of PM pollution requires that all countries takemeasures that will benefit the European population," said Roberto Bertollini,Director of the Special Programme on Health and Environment, WHO.WHO says plans to manage air quality at the local, regional and national levelsneed to be integrated. Cutting traffic at the local level may help reduce theexposure of people living in pollution hotspots, but will not help the societyas a whole.It suggests that people across Europe rely less heavily on motorised transportand instead take trains, cycle or walk. People's attitudes need to change, WHOsays, and we all need to nurture a commitment to clean air.
WHO and the European Commission are working together in a new long-term strategyknown as Clean Air for Europe (CAFE).EU pollution deaths cost billionsCars are a major contributor to air pollutionThe European Union could save up to 161 billion euros a year by reducing deathscaused by air pollution, the World Health Organization has said.Air pollution reduces the life of the average European by 8.6 months.The toxic particles in pollution increase deaths from cardiovascular andrespiratory diseases, and the price of treating these ailments is costly.However, EU plans to cut pollution by 2010 should on average save 2.3 months oflife for each European, WHO says.This is the equivalent of preventing 80,000 premature deaths and saving over onemillion years of life across the European Union."Measures to reduce the effects of air pollution on health and extend lifeexpectancy already exist and work," said Dr Marc Danzon, WHO Regional Directorfor Europe."The data presented today emphasise that health damage due to particulate matter(PM) exposure, its costs for European society, and the ability of the currentEuropean legislation to reduce this impact, are critical arguments forcontinuing efforts to reduce air pollution."Diesel carsTransport and the use of fossil fuels in homes are the major contributors to airpollution. Diesel is a particular culprit, providing a hefty chunk of allpolluting particles.Although each country is responsible for much of its own pollution, winds andweather systems mean they also get an unhealthy dose from other countries."The transboundary nature of PM pollution requires that all countries takemeasures that will benefit the European population," said Roberto Bertollini,Director of the Special Programme on Health and Environment, WHO.WHO says plans to manage air quality at the local, regional and national levelsneed to be integrated. Cutting traffic at the local level may help reduce theexposure of people living in pollution hotspots, but will not help the societyas a whole.It suggests that people across Europe rely less heavily on motorised transportand instead take trains, cycle or walk. People's attitudes need to change, WHOsays, and we all need to nurture a commitment to clean air.WHO and the European Commission are working together in a new long-term strategyknown as Clean Air for Europe (CAFE).Air Pollution Deaths Reveal Failure of Air Quality ProgramsTuesday, 12 September 2006Revelations that Sydney's air pollution contributes to up to 1400 deaths ayear come as no surprise following earlier revelations that Sydney's chronicair pollution has not improved in the last 8 years and that vehicle emissionsare still a major problem.Total Environment Centre (TEC) Urban Campaigner Mr Leigh Martin said "There hasbeen a clear failure on air quality and public transport. Sydney residents arecontinuing to suffer from smog and fine particle pollution as vehicle emissionsremain a major and growing source of air pollution".A report quietly released by the NSW Government on progress of its Action forAir program reveals that Sydney continues to suffer from serious air pollutioneight years after the program's inception and that public transport isfailing to keep pace with demand.The Department of Environment and Conservation's Action for Air 2006 updaterecently appeared on the department's website with little fanfare and revealsthat there has been no improvement in ozone levels (the major indicator ofphotochemical smog) or fine particles since 1998 with national and World HealthOrganisation standards regularly exceeded. Vehicle use continues to grow withVehicle Kilometres Travelled (VKT) outstripping population growth."Vehicle use continues to grow due to the failure of public transport to keeppace with demand. Sydney residents are being forced into ever increasing cardependency and are paying the price with chronic air pollution as more cars onthe road negate progress on cleaner engines and fuels", Mr Martin said.TEC has called on the Government to address the problem by bringing forwardmajor transport infrastructure such as the proposed North West, South West andHarbour rail links and to commit to extension of the current light railnetwork."It is simply not good enough to blame hot weather or bush fires forSydney's appalling air pollution. The evidence is clear that Sydney will faceever worsening traffic chaos and air pollution unless urgent steps are taken toimprove public transport. Rising petrol costs present a major opportunity toincrease public transport patronage, however, this opportunity will be lostunless services are radically improved", Mr Martin said.Air Pollution Deaths Reveal Failure of Air Quality ProgramsTuesday, 12 September 2006Revelations that Sydney's air pollution contributes to up to 1400 deaths ayear come as no surprise following earlier revelations that Sydney's chronicair pollution has not improved in the last 8 years and that vehicle emissionsare still a major problem.Total Environment Centre (TEC) Urban Campaigner Mr Leigh Martin said "There hasbeen a clear failure on air quality and public transport. Sydney residents arecontinuing to suffer from smog and fine particle pollution as vehicle emissionsremain a major and growing source of air pollution".A report quietly released by the NSW Government on progress of its Action forAir program reveals that Sydney continues to suffer from serious air pollutioneight years after the program's inception and that public transport isfailing to keep pace with demand.The Department of Environment and Conservation's Action for Air 2006 updaterecently appeared on the department's website with little fanfare and revealsthat there has been no improvement in ozone levels (the major indicator ofphotochemical smog) or fine particles since 1998 with national and World HealthOrganisation standards regularly exceeded. Vehicle use continues to grow withVehicle Kilometres Travelled (VKT) outstripping population growth."Vehicle use continues to grow due to the failure of public transport to keeppace with demand. Sydney residents are being forced into ever increasing cardependency and are paying the price with chronic air pollution as more cars onthe road negate progress on cleaner engines and fuels", Mr Martin said.TEC has called on the Government to address the problem by bringing forwardmajor transport infrastructure such as the proposed North West, South West andHarbour rail links and to commit to extension of the current light railnetwork."It is simply not good enough to blame hot weather or bush fires forSydney's appalling air pollution. The evidence is clear that Sydney will faceever worsening traffic chaos and air pollution unless urgent steps are taken toimprove public transport. Rising petrol costs present a major opportunity toincrease public transport patronage, however, this opportunity will be lostunless services are radically improved", Mr Martin said.
Car fumes kill more than crashes
Car fumes worsen symptoms for asthma sufferers
The emissions from car exhausts are responsible for more deaths than roadaccidents, according to World Health Organisation (WHO) research. A study looking at France, Austria and Switzerland found that the number ofpeople dying from respiratory or cardiovascular problems which could beattributed to car fumes far outweighed the death toll from crashes.The WHO will now ask 70 environment and health ministers gathering for aconference in London to adopt a new charter on transport policies to reduce the effects of pollution.Dr Carlos Dora from the WHO European Centre for Environment and Health said:"The growing evidence that air pollution is causing a major health burden addsto effects of road traffic through noise, accidents and barriers to cycling andwalking."We are paying a huge price for this excessive road transport with our money andour health."
The research found that one third of all harmful particulate air pollution wascaused by road transport, and that long term exposure to pollution caused anestimated 21,000 premature deaths a year across the three countries.This is far higher than the 9,947 who died that year as a result of roadaccidents.Bill runs into billionsIn addition, the researchers calculated that the car fumes caused 300,000 extracases of bronchitis in children, and 15,000 extra hospital admissions for heartdisease made worse by the pollution.They calculated that the cost of dealing with all this was £27 billion Eurosper year - about £16bn.But a British GP, a former chairman of the GPs in Asthma group, said that whilecar pollution worsened existing asthma, there was little evidence that itactually caused the condition.
Dr Dermot Ryan, a Loughborough GP, said that the focus should fall instead on cigarette smoking as the primary villain."I'm not too sure car pollution is the number one enemy. 400 people a day are dying in this country due to cigarette smoking," he said.He recalled a recent study that compared the incidence of asthma between Munich,a fairly non-polluted city, and Leipzig, a city with a large degree ofparticulate-producing heavy industry.Asthma was found more widespread in Munich, he said."It's difficult to prove this cause and effect, whereas we can prove passivesmoking is very, very damaging to children, and actually causes asthma."Pets, cookers and carpets to blameStudies have linked a number of other factors with childhood asthma, among themnot breastfeeding, smoking while pregnant, carpets, gas cookers, and pets.Roger Higman, of Friends of the Earth, said that it was clear to hisorganisation that fumes were at least as big a killer as road trafficaccidents.He said: "What this research shows is that air pollution is a serious problem -and should be treated as such."A lot of money goes into making cars more safe, but not as much is spenttackling air pollution."He called for more investment in public transport.EU pollution deaths cost billionsThe European Union could save up to 161 billion euros a year by reducing deathscaused by air pollution, the World Health Organization has said.Air pollution reduces the life of the average European by 8.6 months.The toxic particles in pollution increase deaths from cardiovascular andrespiratory diseases, and the price of treating these ailments is costly.However, EU plans to cut pollution by 2010 should on average save 2.3 months oflife for each European, WHO says.This is the equivalent of preventing 80,000 premature deaths and saving over onemillion years of life across the European Union."Measures to reduce the effects of air pollution on health and extend lifeexpectancy already exist and work," said Dr Marc Danzon, WHO Regional Directorfor Europe."The data presented today emphasise that health damage due to particulate matter(PM) exposure, its costs for European society, and the ability of the currentEuropean legislation to reduce this impact, are critical arguments forcontinuing efforts to reduce air pollution."Diesel carsTransport and the use of fossil fuels in homes are the major contributors to airpollution. Diesel is a particular culprit, providing a hefty chunk of allpolluting particles.Although each country is responsible for much of its own pollution, winds andweather systems mean they also get an unhealthy dose from other countries."The transboundary nature of PM pollution requires that all countries takemeasures that will benefit the European population," said Roberto Bertollini,Director of the Special Programme on Health and Environment, WHO.WHO says plans to manage air quality at the local, regional and national levelsneed to be integrated. Cutting traffic at the local level may help reduce theexposure of people living in pollution hotspots, but will not help the societyas a whole.It suggests that people across Europe rely less heavily on motorised transportand instead take trains, cycle or walk. People's attitudes need to change, WHOsays, and we all need to nurture a commitment to clean air.
WHO and the European Commission are working together in a new long-term strategyknown as Clean Air for Europe (CAFE).EU pollution deaths cost billionsCars are a major contributor to air pollutionThe European Union could save up to 161 billion euros a year by reducing deathscaused by air pollution, the World Health Organization has said.Air pollution reduces the life of the average European by 8.6 months.The toxic particles in pollution increase deaths from cardiovascular andrespiratory diseases, and the price of treating these ailments is costly.However, EU plans to cut pollution by 2010 should on average save 2.3 months oflife for each European, WHO says.This is the equivalent of preventing 80,000 premature deaths and saving over onemillion years of life across the European Union."Measures to reduce the effects of air pollution on health and extend lifeexpectancy already exist and work," said Dr Marc Danzon, WHO Regional Directorfor Europe."The data presented today emphasise that health damage due to particulate matter(PM) exposure, its costs for European society, and the ability of the currentEuropean legislation to reduce this impact, are critical arguments forcontinuing efforts to reduce air pollution."Diesel carsTransport and the use of fossil fuels in homes are the major contributors to airpollution. Diesel is a particular culprit, providing a hefty chunk of allpolluting particles.Although each country is responsible for much of its own pollution, winds andweather systems mean they also get an unhealthy dose from other countries."The transboundary nature of PM pollution requires that all countries takemeasures that will benefit the European population," said Roberto Bertollini,Director of the Special Programme on Health and Environment, WHO.WHO says plans to manage air quality at the local, regional and national levelsneed to be integrated. Cutting traffic at the local level may help reduce theexposure of people living in pollution hotspots, but will not help the societyas a whole.It suggests that people across Europe rely less heavily on motorised transportand instead take trains, cycle or walk. People's attitudes need to change, WHOsays, and we all need to nurture a commitment to clean air.WHO and the European Commission are working together in a new long-term strategyknown as Clean Air for Europe (CAFE).Air Pollution Deaths Reveal Failure of Air Quality ProgramsTuesday, 12 September 2006Revelations that Sydney's air pollution contributes to up to 1400 deaths ayear come as no surprise following earlier revelations that Sydney's chronicair pollution has not improved in the last 8 years and that vehicle emissionsare still a major problem.Total Environment Centre (TEC) Urban Campaigner Mr Leigh Martin said "There hasbeen a clear failure on air quality and public transport. Sydney residents arecontinuing to suffer from smog and fine particle pollution as vehicle emissionsremain a major and growing source of air pollution".A report quietly released by the NSW Government on progress of its Action forAir program reveals that Sydney continues to suffer from serious air pollutioneight years after the program's inception and that public transport isfailing to keep pace with demand.The Department of Environment and Conservation's Action for Air 2006 updaterecently appeared on the department's website with little fanfare and revealsthat there has been no improvement in ozone levels (the major indicator ofphotochemical smog) or fine particles since 1998 with national and World HealthOrganisation standards regularly exceeded. Vehicle use continues to grow withVehicle Kilometres Travelled (VKT) outstripping population growth."Vehicle use continues to grow due to the failure of public transport to keeppace with demand. Sydney residents are being forced into ever increasing cardependency and are paying the price with chronic air pollution as more cars onthe road negate progress on cleaner engines and fuels", Mr Martin said.TEC has called on the Government to address the problem by bringing forwardmajor transport infrastructure such as the proposed North West, South West andHarbour rail links and to commit to extension of the current light railnetwork."It is simply not good enough to blame hot weather or bush fires forSydney's appalling air pollution. The evidence is clear that Sydney will faceever worsening traffic chaos and air pollution unless urgent steps are taken toimprove public transport. Rising petrol costs present a major opportunity toincrease public transport patronage, however, this opportunity will be lostunless services are radically improved", Mr Martin said.Air Pollution Deaths Reveal Failure of Air Quality ProgramsTuesday, 12 September 2006Revelations that Sydney's air pollution contributes to up to 1400 deaths ayear come as no surprise following earlier revelations that Sydney's chronicair pollution has not improved in the last 8 years and that vehicle emissionsare still a major problem.Total Environment Centre (TEC) Urban Campaigner Mr Leigh Martin said "There hasbeen a clear failure on air quality and public transport. Sydney residents arecontinuing to suffer from smog and fine particle pollution as vehicle emissionsremain a major and growing source of air pollution".A report quietly released by the NSW Government on progress of its Action forAir program reveals that Sydney continues to suffer from serious air pollutioneight years after the program's inception and that public transport isfailing to keep pace with demand.The Department of Environment and Conservation's Action for Air 2006 updaterecently appeared on the department's website with little fanfare and revealsthat there has been no improvement in ozone levels (the major indicator ofphotochemical smog) or fine particles since 1998 with national and World HealthOrganisation standards regularly exceeded. Vehicle use continues to grow withVehicle Kilometres Travelled (VKT) outstripping population growth."Vehicle use continues to grow due to the failure of public transport to keeppace with demand. Sydney residents are being forced into ever increasing cardependency and are paying the price with chronic air pollution as more cars onthe road negate progress on cleaner engines and fuels", Mr Martin said.TEC has called on the Government to address the problem by bringing forwardmajor transport infrastructure such as the proposed North West, South West andHarbour rail links and to commit to extension of the current light railnetwork."It is simply not good enough to blame hot weather or bush fires forSydney's appalling air pollution. The evidence is clear that Sydney will faceever worsening traffic chaos and air pollution unless urgent steps are taken toimprove public transport. Rising petrol costs present a major opportunity toincrease public transport patronage, however, this opportunity will be lostunless services are radically improved", Mr Martin said.
sábado, dezembro 23, 2006
A prenda que eu gostaria de receber este Natal seria não me sentir o maisestúpido dos idealistas sempre que em dou ao trabalho de andar (a pé, poisclaro) umas centenas de metros carregado com materiais recicláveis até aoEcoponto mais próximo. Sonho com o dia em que esta autarquia e a sua máquinapolítico-partidária, ao invés de gastarem uma obscenidade de dinheiro empropaganda asquerosamente demagógica e hipócrita (passo a redundância),sejam capazes de nos informar sobre quantas toneladas de resíduosefectivamente mandam para reciclar (diferenciando os matérias e as empresasenvolvidas no processo) e quanto é que todos nos beneficiámos com as verbasque, em trocam a Sociedade Ponto Verde (SPV) entrega às autarquias. Ou seja,com a brincadeira irresponsável de fingirem que participam na reciclagem, oexecutivo camarário está, não a+penas a gozar com as pessoas de boa índole e a hipotecar o nosso futuro, mas também a desperdiçar verbas preciosas, oque, no fundo, se traduz em mais um roubo aos contribuintes (que depois sãoobrigados pelo governo a custear as fábricas de veneno que são asincineradoras...) e num grave problema de saúde pública que irá,inevitavelmente, explodir na cara dos nossos filhos. (Já agora, tenteminformar-se de quanto é que a SPV paga por tonelada de plástico encaminhadopara a reciclagem e depois tentem calcular quanto dinheiro é que a autarquiaestá, literalmente, a deitar para o lixo... E a "oposição", importa-se?!...)Suponho os nossos políticos mais excelsos convidaram o Pai Natal e o MeninoJesus para festejarem a consoada juntos, degustando finas iguarias e discutindosobre carros de luxo e futebol, enquanto se divertem a ver 30 mil crianças quediariamente morrem de desnutrição...( Pois, são "pretos" e"vermelhos" e por isso não contam...) Assim, não admira que se tenhamesquecido da minha prenda.
Já se sabe que o nosso Rei se sente confortável entre uma vaca e um burro… Todos percebem que estou a falar do presépio, não é? Este frio de rachar não contribui para que o Senhor deixe de anelar por luvas…
Bem hajam os pobrezinhos por darem a oportunidade às pessoas "de bem" demostrarem à comunidade que merecem ser canonizadas por, uma vez por ano, seremcapazes de lhes dar um óbolo inútil...
Já se sabe que o nosso Rei se sente confortável entre uma vaca e um burro… Todos percebem que estou a falar do presépio, não é? Este frio de rachar não contribui para que o Senhor deixe de anelar por luvas…
Bem hajam os pobrezinhos por darem a oportunidade às pessoas "de bem" demostrarem à comunidade que merecem ser canonizadas por, uma vez por ano, seremcapazes de lhes dar um óbolo inútil...
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Nesta época dominada pelo consumismo irresponsável e pela hipocrisia “cristã”, dedico aos nossos políticos terceiro-mundistas os seguintes versículos da bíblia:
- S. João 2:19 ; 3:18
- Apocalipse 18:15 ; 7:3
- Levítico 19:11
- (S. Paulo) aos Romanos 3:10-17
aos Hebreus 10:32
- S. Tiago 2:6
- Habacuc 2:9
Claro que isto tem muito mais piada se lerem em voz alta com pronúncia da Guarda ou de Viseu, num tom grave mas condescendente…
PB
- S. João 2:19 ; 3:18
- Apocalipse 18:15 ; 7:3
- Levítico 19:11
- (S. Paulo) aos Romanos 3:10-17
aos Hebreus 10:32
- S. Tiago 2:6
- Habacuc 2:9
Claro que isto tem muito mais piada se lerem em voz alta com pronúncia da Guarda ou de Viseu, num tom grave mas condescendente…
PB
terça-feira, dezembro 19, 2006
terça-feira, dezembro 12, 2006
La religión del Automóvil
Por Eduardo Galeano *
Con el Dios de cuatro ruedas ocurre lo que suele ocurrir con los dioses: nacen al servicio de la gente, mágicos conjuros contra el miedo y la soledad, y terminan poniendo a la gente a su servicio. La religión del automóvil, con su Vaticano en Estados Unidos de América, tiene al mundo de rodillas.
I. Liturgia del divino motor
Con el dios de cuatro ruedas ocurre lo que suele ocurrir con los dioses: nacen al servicio de la gente, mágicos conjuros contra el miedo y la soledad, y terminan poniendo a la gente a su servicio. La religión del automóvil, con su Vaticano en Estados Unidos de América, tiene al mundo de rodillas.
Seis, seis, seis
La imagen del Paraíso: cada estadounidense tiene un auto y un arma de fuego. En Estados Unidos se concentra la mayor cantidad de automóviles y también el arsenal más numeroso, los dos negocios básicos de la economía nacional. Seis, seis, seis: de cada seis dólares que gasta el ciudadano medio, uno se consagra al automóvil; de cada seis horas de vida, una se dedica a viajar en auto o a trabajar para pagarlo; y de cada seis empleos, uno está directa o indirectamente relacionado con la violencia y sus industrias. Cuanta más gente asesinan los automóviles y las armas, y cuanta más naturaleza arrasa, más crece el Producto Nacional Bruto.
Como bien dice el investigador alemán Winfried Wolf, en nuestro tiempo las fuerzas productivas se han convertido en fuerzas destructivas.
¿Talismanes contra el desamparo o invitaciones al crimen? La venta de autos es simétrica con la venta de armas, y bien podría decirse que forma parte de ella: los accidentes de tránsito matan y hieren cada año más estadounidenses que todos los estadounidenses muertos y heridos a lo largo de la guerra de Vietnam, y el permiso de conducir es el único documento necesario para que cualquiera pueda comprar una metralleta y con ella cocine a balazos a todo el vecindario.
El permiso de conducir no sólo se usa para estos menesteres, sino que también es imprescindible para pagar con cheques o cobrarlos, para hacer un trámite o firmar un contrato. En Estados Unidos, el permiso de conducir hace las veces de documento de identidad. Los automóviles otorgan identidad a las personas.
Los aliados de la democracia
El país cuenta con la nafta más barata del mundo, gracias a los presidentes corruptos, los jeques de lentes negros y los reyes de opereta que se dedican a malvender petróleo, a violar derechos humanos y a comprar armas estadounidenses. Arabia Saudita, pongamos por caso, que figura en los primeros lugares de las estadísticas internacionales por la riqueza de sus ricos, la mortalidad de sus niños y las atrocidades de sus verdugos, es el principal cliente de la industria estadounidense de armamentos. Sin la nafta barata que proporcionan estos aliados de la democracia, no sería posible el milagro: en Estados Unidos, cualquiera puede tener auto, y muchos pueden cambiarlos con frecuencia. Y si el dinero no alcanza para el último modelo, ya se venden aerosoles que dan aroma a nuevo al vejestorio comprado hace tres o cuatro años, el autosaurio ése.
Dime qué coche tienes y te diré quién eres, y cuánto vales. Esta civilización que adora los automóviles, tiene pánico de la vejez: el automóvil, promesa de juventud eterna, es el único cuerpo que se puede cambiar.
La jaula
A este cuerpo, el de cuatro ruedas, se consagra la mayor parte de la publicidad en la televisión, la mayor parte de las horas de conversación y la mayor parte del espacio de las ciudades. El automóvil dispone de restoranes, donde se alimenta de nafta y aceite, y a su servicio están las farmacias donde compra remedios, los hospitales donde lo revisan, lo diagnostican y lo curan, los dormitorios donde duerme y los cementerios donde muere.
Él promete libertad a las personas, y por algo las autopistas se llaman freeways, caminos libres, y sin embargo actúa como una jaula ambulante. El tiempo de trabajo humano se ha reducido poco o nada, y en cambio año tras año aumenta el tiempo necesario para ir y venir al trabajo, por los atolladeros del tránsito que obligan a avanzar a duras penas y a los codazos.
Se vive dentro del automóvil, y él no te suelta.
Drive-by shooting: sin salir del auto, a toda velocidad, se puede apretar el gatillo y disparar sin mirar a quién, como se estila ahora en las noches de Los Ángeles. Drive-thru teller, drive-in restaurant, drive-in movies: sin salir del auto se puede sacar dinero del banco, cenar hamburguesas y ver una película. Y sin salir del auto se puede contraer matrimonio, drive-in marriage: en Reno, Nevada, el automóvil entra bajo los arcos de flores de plástico, por una ventanilla asoma el testigo y por la otra el pastor, que Biblia en mano os declara marido y mujer, y a la salida una funcionaria, provista de alas y de halo, entrega la partida de matrimonio y recibe la propina, que se llama Love donation.
El automóvil, cuerpo renovable, tiene más derechos que el cuerpo humano, condenado a la decrepitud. Estados Unidos de América ha emprendido, en estos últimos años, la guerra santa contra el demonio del tabaco. En las revistas, la publicidad de los cigarrillos está atravesada por obligatorias advertencias a la salud pública. Los anuncios advierten, por ejemplo: "El humo del tabaco contiene monóxido de carbono". Pero ningún anuncio de automóviles advierte que mucho más monóxido de carbono contiene el humo de los coches. La gente no puede fumar. Los autos, sí.
II. El ángel exterminador
En 1992 hubo un plebiscito en Amsterdam. Los habitantes de la ciudad holandesa resolvieron reducir a la mitad el espacio, ya muy limitado, que ocupan los automóviles. Tres años después se prohibió el tránsito de autos privados en todo el centro de la ciudad italiana de Florencia, prohibición que se extenderá a la ciudad entera a medida que se multipliquen los tranvías, las líneas de metro, las vías peatonales y los autobuses. También las ciclovías: pronto se podrá atravesar toda la ciudad sin riesgos, por cualquier parte, pedaleando en un medio de transporte que cuesta poco, no gasta nada, no invade el espacio humano ni envenena el aire, y que fue inventado, hace cinco siglos, por un vecino de Florencia llamado Leonardo da Vinci.
Mientras tanto, un informe oficial confirmaba que los automóviles ocupan un espacio bastante mayor que las personas en la ciudad estadounidense de Los Angeles, pero allí a nadie se le ocurrió cometer el sacrilegio de expulsar a los invasores.
¿A quién pertenecen las ciudades?
Amsterdam y Florencia son excepciones a la regla universal de la usurpación. El mundo se ha motorizado aceleradamente, a medida que han ido creciendo las ciudades y las distancias, y los medios públicos de transporte han cedido paso al coche privado. El presidente francés Georges Pompidou lo celebraba diciendo que "es la ciudad la que debe adaptarse a los automóviles, y no al revés", pero sus palabras cobraron sentido trágico cuando se reveló que habían aumentado brutalmente los muertos por contaminación en la ciudad de París, durante las huelgas de fines del año pasado: la paralización del metro había multiplicado los viajes en automóvil y había agotado las existencias de mascarillas antiesmog.
En Alemania, en 1950, los trenes, autobuses, metros y tranvías realizaban las tres cuartas partes del transporte de personas; actualmente, suman menos de una quinta parte. El promedio europeo ha caído al 25 por ciento, lo que es todavía mucho si se compara con Estados Unidos, donde el transporte público, virtualmente exterminado en la mayoría de las ciudades, sólo llega al cuatro por ciento del total.
Henry Ford y Harvey Firestone eran íntimos amigos, y ambos se llevaban de lo más bien con la familia Rockefeller. Ese cariño recíproco desembocó en una alianza de influencias que mucho tuvo que ver con el desmantelamiento de los ferrocarriles y la creación de una vasta telaraña de carreteras, luego convertidas en autopistas, en todo el territorio estadounidense. Con el paso de los años se ha hecho cada vez más apabullante, en Estados Unidos y en el mundo entero, el poder de los fabricantes de automóviles, los fabricantes de neumáticos y los industriales del petróleo. De las sesenta mayores empresas del mundo, la mitad pertenece a esta santa alianza o está de alguna manera ligada a la dictadura de las cuatro ruedas.
Datos para un prontuario
Los derechos humanos se detienen al pie de los derechos de las máquinas. Los automóviles emiten impunemente un cóctel de muchas sustancias asesinas. La intoxicación del aire es espectacularmente visible en las ciudades latinoamericanas, pero se nota mucho menos en algunas ciudades del norte del mundo. La diferencia se explica, en gran medida, por el uso obligatorio de los convertidores catalíticos y de la nafta sin plomo, que han reducido la contaminación más notoria de cada vehículo en los países de mayor desarrollo. Sin embargo, la cantidad tiende a anular la calidad, y estos progresos tecnológicos van reduciendo su impacto positivo ante la proliferación vertiginosa del parque automotor, que se reproduce como si estuviera formado por conejos.
Visibles o disimuladas, reducidas o no, las emisiones venenosas forman una larga lista criminal. Por poner tan sólo tres ejemplos, los técnicos de Greenpeace han denunciado que proviene de los automóviles no menos de la mitad del total del monóxido de carbono, del óxido de nitrógeno y de los hidrocarburos que tan eficazmente están contribuyendo a la demolición del planeta y de la salud humana.
"La salud no es negociable. Basta de medias tintas", declaró el responsable de transportes de Florencia, a principios de este año, mientras anunciaba que ésa será "la primera ciudad europea libre de automóviles". Pero en casi todo el resto del mundo, se parte de la base de que es inevitable que el divino motor sea el eje de la vida humana, en la era urbana.
Copiamos lo peor
El ruido de los motores no deja oír las voces que denuncian el artificio de una civilización que te roba la libertad para después vendértela, y que te corta las piernas para obligarte a comprar automóviles y aparatos de gimnasia. Se impone en el mundo, como único modelo posible de vida, la pesadilla de ciudades donde los autos mandan, devoran las zonas verdes y se apoderan del espacio humano. Respiramos el poco aire que ellos nos dejan; y quien no muere atropellado, sufre gastritis por los embotellamientos.
Las ciudades latinoamericanas no quieren parecerse a Amsterdam o a Florencia, sino a Los Angeles, y están consiguiendo convertirse en la horrorosa caricatura de aquel vértigo. Llevamos cinco siglos de entrenamiento para copiar en lugar de crear. Ya que estamos condenados a la copianditis, podríamos elegir nuestros modelos con un poco más de cuidado. Anestesiados como estamos por la televisión, la publicidad y la cultura de consumo, nos hemos creído el cuento de la llamada modernización, como si ese chiste de mal gusto y humor negro fuera el abracadabra de la felicidad.
III. Los espejos del paraíso
La publicidad habla del automóvil como una bendición al alcance de todos. ¿Un derecho universal, una conquista democrática? Si fuera verdad, y todos los seres humanos pudieran convertirse en felices propietarios de este medio de transporte convertido en talismán, el planeta sufriría muerte súbita por falta de aire. Y antes, dejaría de funcionar por falta de energía. Nos queda petróleo para dos generaciones. Ya hemos quemado en un ratito una gran parte del petróleo que se había formado a lo largo de millones de años. El mundo produce autos al ritmo de los latidos del corazón, más de uno por segundo, y ellos están devorando más de la mitad de todo el petróleo que el mundo produce.
Por supuesto, la publicidad miente. Los numeritos dicen que el automóvil no es un derecho universal, sino un privilegio de pocos. Sólo el 20 por ciento de la humanidad dispone del 80 por ciento de los autos, aunque el cien por ciento de la humanidad tenga que sufrir las consecuencias. Como tantos otros símbolos de la sociedad de consumo, éste es un instrumento que está en manos del norte del mundo y de las minorías que en el sur reproducen las costumbres del norte y creen, y hacen creer, que quien no tiene permiso de conducir no tiene permiso de existir.
El 85 por ciento de la población de la capital de México viaja en el 15 por ciento del total de vehículos. Uno de cada diez habitantes de Bogotá es dueño de nueve de cada diez automóviles. Aunque la mayoría de los latinoamericanos no tiene el derecho de comprar un auto, todos tienen el deber de pagarlo. De cada mil haitianos, sólo cinco están motorizados, pero Haití dedica un tercio de sus importaciones a vehículos, repuestos y nafta. Un tercio dedica, también, El Salvador. Según Ricardo Navarro, especialista en estos temas, el dinero que Colombia gasta cada año para subsidiar la nafta, alcanzaría para regalar dos millones y medio de bicicletas a la población.
El derecho de matar
Un solo país, Alemania, tiene más automóviles que la suma de todos los países de América Latina y África. Sin embargo, en el sur del mundo mueren tres de cada cuatro muertos en los accidentes de tráfico de todo el planeta. Y de los tres que mueren, dos son peatones.
En eso, al menos, no miente la publicidad, que suele comparar al auto con un arma: acelerar es como disparar, proporciona el mismo placer y el mismo poder. La cacería de los caminantes es frecuente en algunas de las grandes ciudades latinoamericanas, donde la coraza de cuatro ruedas estimula la tradicional prepotencia de los que mandan y de los que actúan como si mandaran. Y en estos últimos tiempos, tiempos de creciente inseguridad, al impune matonismo de siempre se agrega el pánico a los asaltos y a los secuestros. Cada vez hay más gente dispuesta a matar a quien se le ponga delante. Las minorías privilegiadas, condenadas al miedo perpetuo, pisan el acelerador a fondo para aplastar la realidad o para huir de ella, y la realidad es una cosa muy peligrosa que ocurre al otro lado de las ventanillas cerradas del automóvil.
El derecho de invadir
Por las calles latinoamericanas circula una ínfima parte de los automóviles del mundo, pero algunas de las ciudades más contaminadas del mundo están en América Latina.
La imitación servil de los modelos de vida de los grandes centros dominantes, produce catástrofes. Las copias multiplican hasta el delirio los defectos del original. Las estructuras de la injusticia hereditaria y las contradicciones sociales feroces han generado ciudades que crecen fuera de todo posible control, gigantescos frankensteins de la civilización: la importación de la religión del automóvil y la identificación de la democracia con la sociedad de consumo, tienen, en esos reinos del sálvese quien pueda, efectos más devastadores que cualquier bombardeo.
Nunca tantos han sufrido tanto por tan pocos. El transporte público desastroso y la ausencia de ciclovías hace obligatorio el uso del automóvil, pero la inmensa mayoría, que no lo puede comprar, vive acorralada por el tráfico y ahogada por el esmog. Las aceras se reducen, hay cada vez más parkings y cada vez menos barrios, cada vez más autos que se cruzan y cada vez menos personas que se encuentran. Los autobuses no sólo son escasos: para peor, en muchas ciudades el transporte público corre por cuenta de unos destartalados cachivaches que echan mortales humaredas por los caños de escape y multiplican la contaminación en lugar de aliviarla.
El derecho de contaminar
Los automóviles privados están obligados, en las principales ciudades del norte del mundo, a utilizar combustibles menos venenosos y tecnologías menos cochinas, pero en el sur la impunidad del dinero es más asesina que la impunidad de las dictaduras militares. En raros casos, la ley obliga al uso de nafta sin plomo y de convertidores catalíticos, que requieren controles estrictos y son de vida limitada: cuando la ley obliga, se acata pero no se cumple, según quiere la tradición que viene de los tiempos coloniales.
Algunas de las mayores ciudades latinoamericanas viven pendientes de la lluvia y el viento, que no limpian de veneno el aire, pero al menos se lo llevan a otra parte. La ciudad de México vive en estado de perpetua emergencia ambiental, provocada en gran medida por los automóviles, y los consejos del gobierno a la población, ante la devastación de la plaga motorizada, parecen lecciones prácticas para enfrentar una invasión de marcianos: evitar los ejercicios, cerrar herméticamente las casas, no salir, no moverse.
Los bebés nacen con plomo en la sangre y un tercio de los ciudadanos padece dolores crónicos de cabeza.
-O usted deja de fumar, o se muere en un año -advirtió el médico a un amigo mío, habitante de la ciudad de México, que no había fumado ni un solo cigarrillo en toda su vida.
La ciudad de San Pablo respira los domingos y se asfixia los días de semana. Año tras año se va envenenando el aire de Buenos Aires, al mismo ritmo en que crece el parque automotor, que el año pasado aumentó en medio millón de vehículos. Santiago de Chile está separado del cielo por un paraguas de esmog, que en los últimos quince años ha duplicado su densidad, mientras también se duplicaba, casualmente, la cantidad de automóviles.
www.ecoportal.net
* Eduardo GaleanoPublicado en Brecha, Montevideo, en 1996
Por Eduardo Galeano *
Con el Dios de cuatro ruedas ocurre lo que suele ocurrir con los dioses: nacen al servicio de la gente, mágicos conjuros contra el miedo y la soledad, y terminan poniendo a la gente a su servicio. La religión del automóvil, con su Vaticano en Estados Unidos de América, tiene al mundo de rodillas.
I. Liturgia del divino motor
Con el dios de cuatro ruedas ocurre lo que suele ocurrir con los dioses: nacen al servicio de la gente, mágicos conjuros contra el miedo y la soledad, y terminan poniendo a la gente a su servicio. La religión del automóvil, con su Vaticano en Estados Unidos de América, tiene al mundo de rodillas.
Seis, seis, seis
La imagen del Paraíso: cada estadounidense tiene un auto y un arma de fuego. En Estados Unidos se concentra la mayor cantidad de automóviles y también el arsenal más numeroso, los dos negocios básicos de la economía nacional. Seis, seis, seis: de cada seis dólares que gasta el ciudadano medio, uno se consagra al automóvil; de cada seis horas de vida, una se dedica a viajar en auto o a trabajar para pagarlo; y de cada seis empleos, uno está directa o indirectamente relacionado con la violencia y sus industrias. Cuanta más gente asesinan los automóviles y las armas, y cuanta más naturaleza arrasa, más crece el Producto Nacional Bruto.
Como bien dice el investigador alemán Winfried Wolf, en nuestro tiempo las fuerzas productivas se han convertido en fuerzas destructivas.
¿Talismanes contra el desamparo o invitaciones al crimen? La venta de autos es simétrica con la venta de armas, y bien podría decirse que forma parte de ella: los accidentes de tránsito matan y hieren cada año más estadounidenses que todos los estadounidenses muertos y heridos a lo largo de la guerra de Vietnam, y el permiso de conducir es el único documento necesario para que cualquiera pueda comprar una metralleta y con ella cocine a balazos a todo el vecindario.
El permiso de conducir no sólo se usa para estos menesteres, sino que también es imprescindible para pagar con cheques o cobrarlos, para hacer un trámite o firmar un contrato. En Estados Unidos, el permiso de conducir hace las veces de documento de identidad. Los automóviles otorgan identidad a las personas.
Los aliados de la democracia
El país cuenta con la nafta más barata del mundo, gracias a los presidentes corruptos, los jeques de lentes negros y los reyes de opereta que se dedican a malvender petróleo, a violar derechos humanos y a comprar armas estadounidenses. Arabia Saudita, pongamos por caso, que figura en los primeros lugares de las estadísticas internacionales por la riqueza de sus ricos, la mortalidad de sus niños y las atrocidades de sus verdugos, es el principal cliente de la industria estadounidense de armamentos. Sin la nafta barata que proporcionan estos aliados de la democracia, no sería posible el milagro: en Estados Unidos, cualquiera puede tener auto, y muchos pueden cambiarlos con frecuencia. Y si el dinero no alcanza para el último modelo, ya se venden aerosoles que dan aroma a nuevo al vejestorio comprado hace tres o cuatro años, el autosaurio ése.
Dime qué coche tienes y te diré quién eres, y cuánto vales. Esta civilización que adora los automóviles, tiene pánico de la vejez: el automóvil, promesa de juventud eterna, es el único cuerpo que se puede cambiar.
La jaula
A este cuerpo, el de cuatro ruedas, se consagra la mayor parte de la publicidad en la televisión, la mayor parte de las horas de conversación y la mayor parte del espacio de las ciudades. El automóvil dispone de restoranes, donde se alimenta de nafta y aceite, y a su servicio están las farmacias donde compra remedios, los hospitales donde lo revisan, lo diagnostican y lo curan, los dormitorios donde duerme y los cementerios donde muere.
Él promete libertad a las personas, y por algo las autopistas se llaman freeways, caminos libres, y sin embargo actúa como una jaula ambulante. El tiempo de trabajo humano se ha reducido poco o nada, y en cambio año tras año aumenta el tiempo necesario para ir y venir al trabajo, por los atolladeros del tránsito que obligan a avanzar a duras penas y a los codazos.
Se vive dentro del automóvil, y él no te suelta.
Drive-by shooting: sin salir del auto, a toda velocidad, se puede apretar el gatillo y disparar sin mirar a quién, como se estila ahora en las noches de Los Ángeles. Drive-thru teller, drive-in restaurant, drive-in movies: sin salir del auto se puede sacar dinero del banco, cenar hamburguesas y ver una película. Y sin salir del auto se puede contraer matrimonio, drive-in marriage: en Reno, Nevada, el automóvil entra bajo los arcos de flores de plástico, por una ventanilla asoma el testigo y por la otra el pastor, que Biblia en mano os declara marido y mujer, y a la salida una funcionaria, provista de alas y de halo, entrega la partida de matrimonio y recibe la propina, que se llama Love donation.
El automóvil, cuerpo renovable, tiene más derechos que el cuerpo humano, condenado a la decrepitud. Estados Unidos de América ha emprendido, en estos últimos años, la guerra santa contra el demonio del tabaco. En las revistas, la publicidad de los cigarrillos está atravesada por obligatorias advertencias a la salud pública. Los anuncios advierten, por ejemplo: "El humo del tabaco contiene monóxido de carbono". Pero ningún anuncio de automóviles advierte que mucho más monóxido de carbono contiene el humo de los coches. La gente no puede fumar. Los autos, sí.
II. El ángel exterminador
En 1992 hubo un plebiscito en Amsterdam. Los habitantes de la ciudad holandesa resolvieron reducir a la mitad el espacio, ya muy limitado, que ocupan los automóviles. Tres años después se prohibió el tránsito de autos privados en todo el centro de la ciudad italiana de Florencia, prohibición que se extenderá a la ciudad entera a medida que se multipliquen los tranvías, las líneas de metro, las vías peatonales y los autobuses. También las ciclovías: pronto se podrá atravesar toda la ciudad sin riesgos, por cualquier parte, pedaleando en un medio de transporte que cuesta poco, no gasta nada, no invade el espacio humano ni envenena el aire, y que fue inventado, hace cinco siglos, por un vecino de Florencia llamado Leonardo da Vinci.
Mientras tanto, un informe oficial confirmaba que los automóviles ocupan un espacio bastante mayor que las personas en la ciudad estadounidense de Los Angeles, pero allí a nadie se le ocurrió cometer el sacrilegio de expulsar a los invasores.
¿A quién pertenecen las ciudades?
Amsterdam y Florencia son excepciones a la regla universal de la usurpación. El mundo se ha motorizado aceleradamente, a medida que han ido creciendo las ciudades y las distancias, y los medios públicos de transporte han cedido paso al coche privado. El presidente francés Georges Pompidou lo celebraba diciendo que "es la ciudad la que debe adaptarse a los automóviles, y no al revés", pero sus palabras cobraron sentido trágico cuando se reveló que habían aumentado brutalmente los muertos por contaminación en la ciudad de París, durante las huelgas de fines del año pasado: la paralización del metro había multiplicado los viajes en automóvil y había agotado las existencias de mascarillas antiesmog.
En Alemania, en 1950, los trenes, autobuses, metros y tranvías realizaban las tres cuartas partes del transporte de personas; actualmente, suman menos de una quinta parte. El promedio europeo ha caído al 25 por ciento, lo que es todavía mucho si se compara con Estados Unidos, donde el transporte público, virtualmente exterminado en la mayoría de las ciudades, sólo llega al cuatro por ciento del total.
Henry Ford y Harvey Firestone eran íntimos amigos, y ambos se llevaban de lo más bien con la familia Rockefeller. Ese cariño recíproco desembocó en una alianza de influencias que mucho tuvo que ver con el desmantelamiento de los ferrocarriles y la creación de una vasta telaraña de carreteras, luego convertidas en autopistas, en todo el territorio estadounidense. Con el paso de los años se ha hecho cada vez más apabullante, en Estados Unidos y en el mundo entero, el poder de los fabricantes de automóviles, los fabricantes de neumáticos y los industriales del petróleo. De las sesenta mayores empresas del mundo, la mitad pertenece a esta santa alianza o está de alguna manera ligada a la dictadura de las cuatro ruedas.
Datos para un prontuario
Los derechos humanos se detienen al pie de los derechos de las máquinas. Los automóviles emiten impunemente un cóctel de muchas sustancias asesinas. La intoxicación del aire es espectacularmente visible en las ciudades latinoamericanas, pero se nota mucho menos en algunas ciudades del norte del mundo. La diferencia se explica, en gran medida, por el uso obligatorio de los convertidores catalíticos y de la nafta sin plomo, que han reducido la contaminación más notoria de cada vehículo en los países de mayor desarrollo. Sin embargo, la cantidad tiende a anular la calidad, y estos progresos tecnológicos van reduciendo su impacto positivo ante la proliferación vertiginosa del parque automotor, que se reproduce como si estuviera formado por conejos.
Visibles o disimuladas, reducidas o no, las emisiones venenosas forman una larga lista criminal. Por poner tan sólo tres ejemplos, los técnicos de Greenpeace han denunciado que proviene de los automóviles no menos de la mitad del total del monóxido de carbono, del óxido de nitrógeno y de los hidrocarburos que tan eficazmente están contribuyendo a la demolición del planeta y de la salud humana.
"La salud no es negociable. Basta de medias tintas", declaró el responsable de transportes de Florencia, a principios de este año, mientras anunciaba que ésa será "la primera ciudad europea libre de automóviles". Pero en casi todo el resto del mundo, se parte de la base de que es inevitable que el divino motor sea el eje de la vida humana, en la era urbana.
Copiamos lo peor
El ruido de los motores no deja oír las voces que denuncian el artificio de una civilización que te roba la libertad para después vendértela, y que te corta las piernas para obligarte a comprar automóviles y aparatos de gimnasia. Se impone en el mundo, como único modelo posible de vida, la pesadilla de ciudades donde los autos mandan, devoran las zonas verdes y se apoderan del espacio humano. Respiramos el poco aire que ellos nos dejan; y quien no muere atropellado, sufre gastritis por los embotellamientos.
Las ciudades latinoamericanas no quieren parecerse a Amsterdam o a Florencia, sino a Los Angeles, y están consiguiendo convertirse en la horrorosa caricatura de aquel vértigo. Llevamos cinco siglos de entrenamiento para copiar en lugar de crear. Ya que estamos condenados a la copianditis, podríamos elegir nuestros modelos con un poco más de cuidado. Anestesiados como estamos por la televisión, la publicidad y la cultura de consumo, nos hemos creído el cuento de la llamada modernización, como si ese chiste de mal gusto y humor negro fuera el abracadabra de la felicidad.
III. Los espejos del paraíso
La publicidad habla del automóvil como una bendición al alcance de todos. ¿Un derecho universal, una conquista democrática? Si fuera verdad, y todos los seres humanos pudieran convertirse en felices propietarios de este medio de transporte convertido en talismán, el planeta sufriría muerte súbita por falta de aire. Y antes, dejaría de funcionar por falta de energía. Nos queda petróleo para dos generaciones. Ya hemos quemado en un ratito una gran parte del petróleo que se había formado a lo largo de millones de años. El mundo produce autos al ritmo de los latidos del corazón, más de uno por segundo, y ellos están devorando más de la mitad de todo el petróleo que el mundo produce.
Por supuesto, la publicidad miente. Los numeritos dicen que el automóvil no es un derecho universal, sino un privilegio de pocos. Sólo el 20 por ciento de la humanidad dispone del 80 por ciento de los autos, aunque el cien por ciento de la humanidad tenga que sufrir las consecuencias. Como tantos otros símbolos de la sociedad de consumo, éste es un instrumento que está en manos del norte del mundo y de las minorías que en el sur reproducen las costumbres del norte y creen, y hacen creer, que quien no tiene permiso de conducir no tiene permiso de existir.
El 85 por ciento de la población de la capital de México viaja en el 15 por ciento del total de vehículos. Uno de cada diez habitantes de Bogotá es dueño de nueve de cada diez automóviles. Aunque la mayoría de los latinoamericanos no tiene el derecho de comprar un auto, todos tienen el deber de pagarlo. De cada mil haitianos, sólo cinco están motorizados, pero Haití dedica un tercio de sus importaciones a vehículos, repuestos y nafta. Un tercio dedica, también, El Salvador. Según Ricardo Navarro, especialista en estos temas, el dinero que Colombia gasta cada año para subsidiar la nafta, alcanzaría para regalar dos millones y medio de bicicletas a la población.
El derecho de matar
Un solo país, Alemania, tiene más automóviles que la suma de todos los países de América Latina y África. Sin embargo, en el sur del mundo mueren tres de cada cuatro muertos en los accidentes de tráfico de todo el planeta. Y de los tres que mueren, dos son peatones.
En eso, al menos, no miente la publicidad, que suele comparar al auto con un arma: acelerar es como disparar, proporciona el mismo placer y el mismo poder. La cacería de los caminantes es frecuente en algunas de las grandes ciudades latinoamericanas, donde la coraza de cuatro ruedas estimula la tradicional prepotencia de los que mandan y de los que actúan como si mandaran. Y en estos últimos tiempos, tiempos de creciente inseguridad, al impune matonismo de siempre se agrega el pánico a los asaltos y a los secuestros. Cada vez hay más gente dispuesta a matar a quien se le ponga delante. Las minorías privilegiadas, condenadas al miedo perpetuo, pisan el acelerador a fondo para aplastar la realidad o para huir de ella, y la realidad es una cosa muy peligrosa que ocurre al otro lado de las ventanillas cerradas del automóvil.
El derecho de invadir
Por las calles latinoamericanas circula una ínfima parte de los automóviles del mundo, pero algunas de las ciudades más contaminadas del mundo están en América Latina.
La imitación servil de los modelos de vida de los grandes centros dominantes, produce catástrofes. Las copias multiplican hasta el delirio los defectos del original. Las estructuras de la injusticia hereditaria y las contradicciones sociales feroces han generado ciudades que crecen fuera de todo posible control, gigantescos frankensteins de la civilización: la importación de la religión del automóvil y la identificación de la democracia con la sociedad de consumo, tienen, en esos reinos del sálvese quien pueda, efectos más devastadores que cualquier bombardeo.
Nunca tantos han sufrido tanto por tan pocos. El transporte público desastroso y la ausencia de ciclovías hace obligatorio el uso del automóvil, pero la inmensa mayoría, que no lo puede comprar, vive acorralada por el tráfico y ahogada por el esmog. Las aceras se reducen, hay cada vez más parkings y cada vez menos barrios, cada vez más autos que se cruzan y cada vez menos personas que se encuentran. Los autobuses no sólo son escasos: para peor, en muchas ciudades el transporte público corre por cuenta de unos destartalados cachivaches que echan mortales humaredas por los caños de escape y multiplican la contaminación en lugar de aliviarla.
El derecho de contaminar
Los automóviles privados están obligados, en las principales ciudades del norte del mundo, a utilizar combustibles menos venenosos y tecnologías menos cochinas, pero en el sur la impunidad del dinero es más asesina que la impunidad de las dictaduras militares. En raros casos, la ley obliga al uso de nafta sin plomo y de convertidores catalíticos, que requieren controles estrictos y son de vida limitada: cuando la ley obliga, se acata pero no se cumple, según quiere la tradición que viene de los tiempos coloniales.
Algunas de las mayores ciudades latinoamericanas viven pendientes de la lluvia y el viento, que no limpian de veneno el aire, pero al menos se lo llevan a otra parte. La ciudad de México vive en estado de perpetua emergencia ambiental, provocada en gran medida por los automóviles, y los consejos del gobierno a la población, ante la devastación de la plaga motorizada, parecen lecciones prácticas para enfrentar una invasión de marcianos: evitar los ejercicios, cerrar herméticamente las casas, no salir, no moverse.
Los bebés nacen con plomo en la sangre y un tercio de los ciudadanos padece dolores crónicos de cabeza.
-O usted deja de fumar, o se muere en un año -advirtió el médico a un amigo mío, habitante de la ciudad de México, que no había fumado ni un solo cigarrillo en toda su vida.
La ciudad de San Pablo respira los domingos y se asfixia los días de semana. Año tras año se va envenenando el aire de Buenos Aires, al mismo ritmo en que crece el parque automotor, que el año pasado aumentó en medio millón de vehículos. Santiago de Chile está separado del cielo por un paraguas de esmog, que en los últimos quince años ha duplicado su densidad, mientras también se duplicaba, casualmente, la cantidad de automóviles.
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* Eduardo GaleanoPublicado en Brecha, Montevideo, en 1996
quarta-feira, dezembro 06, 2006
A única coisa de que tenho boas memórias do tempo em que me impingiam ignorância e preconceitos no ensino formal era quando os professores faltavam de forma inesperada.
F(e)riadooooo!!!!!! – gritávamos de contentamento, enquanto corríamos para fora do estabelecimento de ensino.
Actualmente ainda me dou ao trabalho de ir até algumas escolas (como resposta às solicitações de alguns professores extraordinários que se esforçam por fazer a diferença num sistema de ensino que tem profundas deficiências de base) a fim de realizar (em regime de voluntariado) sessões de sensibilização ambiental. Para os garotos que acham isso uma seca, talvez eu devesse anunciar com antecedência neste blog as datas das minhas visitas à escola EB 2,3+S (é essa a actual designação?!) de Alpiarça. Assim talvez algum lacaio da vereadora faça um telefonema anónimo com ameaças de bomba na escola, como fizeram recentemente à Drª Sónia…
Creio que batemos no fundo da iniquidade política em Alpiarça. Gentalha tão rasteira não pode voltar a ter acesso ao poder.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Atenção que eu quero fazer uma ressalva.
É certo que eu não possuo os “direitos de autor” do nome Xando, nem é uma marca registada. Por isso, não me posso indignar pelo simples facto de que algum bloguista (certamente alpiarcense) recentemente tenha adoptado esse nome para o “seu” e-mail. Não obstante, tenho razões para considerar que se trata de um abuso covarde destinado a arranjar-me encrencas.
Quem quer que o tenha feito deve saber muito mais do que eu sobre informática (o que não é nada difícil…), pois, de alguma forma, teve acesso a um dos meus e-mails particulares que poucos dos meus amigos têm. Mais, várias pessoas vierem ter comigo para me fazerem queixas do mesmo, pensando que eu era o tal “Xando” que tem estado a enviar e-mails para endereços electrónicos que nem eu possuo. É estranho. Mas também é licito aferir que este comportamento se enquadra num padrão de guerrilha virtual bem sacana e covarde no seu anonimato que “incrimina” terceiros. Por ex., segundo e contou o JoãoSerrano, no final da sua conturbada ligação ao actual executivo camarário (de Alpiarça) alguém criou 2 e-mails com endereços extremamente parecidos com o que ele então utilizava, a fim de enviar(em) mensagens anónimas para os seus colegas da câmara que o denegriam vilmente e o intrigavam junto dos políticos no poder.
É o lado mais obscuro da democracia e desta fantástica ferramenta que é a Internet - mas que permite aos ratos de sempre agir com (quase) total impunidade. Há sempre pessoas com fracos valores morais que confundem liberdade com libertinagem.
O lado divertido é que uma amiga recente que foi vítima desta “brincadeira” asseverou-me estar disposta a dar um enxerto de porrada a quem anda a fazer este jogo sujo. É o supra-sumo da Nova Era: agora até tenho mulheres giras a proteger-me com os punhos!
Pode ser que esse tal novo “Xando” (da IOL, creio) não tenha más intenções (pois, pois,..). De qualquer maneira, aconselho-vos a fazer o mesmo que eu: nem sequer abram esses e-mails, apagando-os de imediato. (não se se trata de uma coincidência inocente, ou não, mas no mesmo dia em que abri pela primeira e única vez um desses e-mails manhosos, entrou-me um “cavalo de Tróia” no computador…)
Aproveitem o bom tempo e vão passear para o campo. Já agora, levem câmaras fotográficas para registarem as desgraças ambientais (sugiro uma visita à nossa zona industrial e ao Paul dos Patudos…).
Xando (o autêntico!)
É certo que eu não possuo os “direitos de autor” do nome Xando, nem é uma marca registada. Por isso, não me posso indignar pelo simples facto de que algum bloguista (certamente alpiarcense) recentemente tenha adoptado esse nome para o “seu” e-mail. Não obstante, tenho razões para considerar que se trata de um abuso covarde destinado a arranjar-me encrencas.
Quem quer que o tenha feito deve saber muito mais do que eu sobre informática (o que não é nada difícil…), pois, de alguma forma, teve acesso a um dos meus e-mails particulares que poucos dos meus amigos têm. Mais, várias pessoas vierem ter comigo para me fazerem queixas do mesmo, pensando que eu era o tal “Xando” que tem estado a enviar e-mails para endereços electrónicos que nem eu possuo. É estranho. Mas também é licito aferir que este comportamento se enquadra num padrão de guerrilha virtual bem sacana e covarde no seu anonimato que “incrimina” terceiros. Por ex., segundo e contou o JoãoSerrano, no final da sua conturbada ligação ao actual executivo camarário (de Alpiarça) alguém criou 2 e-mails com endereços extremamente parecidos com o que ele então utilizava, a fim de enviar(em) mensagens anónimas para os seus colegas da câmara que o denegriam vilmente e o intrigavam junto dos políticos no poder.
É o lado mais obscuro da democracia e desta fantástica ferramenta que é a Internet - mas que permite aos ratos de sempre agir com (quase) total impunidade. Há sempre pessoas com fracos valores morais que confundem liberdade com libertinagem.
O lado divertido é que uma amiga recente que foi vítima desta “brincadeira” asseverou-me estar disposta a dar um enxerto de porrada a quem anda a fazer este jogo sujo. É o supra-sumo da Nova Era: agora até tenho mulheres giras a proteger-me com os punhos!
Pode ser que esse tal novo “Xando” (da IOL, creio) não tenha más intenções (pois, pois,..). De qualquer maneira, aconselho-vos a fazer o mesmo que eu: nem sequer abram esses e-mails, apagando-os de imediato. (não se se trata de uma coincidência inocente, ou não, mas no mesmo dia em que abri pela primeira e única vez um desses e-mails manhosos, entrou-me um “cavalo de Tróia” no computador…)
Aproveitem o bom tempo e vão passear para o campo. Já agora, levem câmaras fotográficas para registarem as desgraças ambientais (sugiro uma visita à nossa zona industrial e ao Paul dos Patudos…).
Xando (o autêntico!)
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